Força-tarefa bloqueia 13,2 mil sites de bets em 12 dias e mira R$ 1,3 bi retido
Operação conjunta da SPA e do Ciberlab derrubou mais de mil endereços por dia e identificou 48 contas suspeitas de ligação com o crime organizado.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A força-tarefa federal voltada ao combate às bets ilegais apresentou, nesta terça-feira (6), um balanço de suas ações nos 12 primeiros dias de operação. Coordenada pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, em parceria com o Ciberlab, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, a iniciativa encaminhou 13.241 endereços eletrônicos para bloqueio imediato, o equivalente a uma média de 1.103 sites derrubados por dia.
Além dos domínios, a varredura mirou os canais de comunicação utilizados pelas operadoras clandestinas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, foram exigidas a exclusão de 3.552 perfis e grupos em plataformas como Telegram, TikTok, WhatsApp e Discord. O conjunto dessas páginas alcançava aproximadamente 17,2 milhões de seguidores com publicidade não autorizada.
O rastreamento financeiro das plataformas bloqueadas também acendeu o sinal de alerta sobre possíveis crimes econômicos. Os dados oficiais apontam cerca de R$ 1,3 bilhão retido pertencente a 26,5 milhões de apostadores — mas apenas 1% desse universo concentra 80% de todo o capital represado. Mais preocupante: 48 contas específicas guardam valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão cada uma e estão sob investigação por suspeita de vínculos com o crime organizado. No outro extremo, existem 86,2 milhões de registros com saldo inferior a R$ 1, reflexo do fato de que um mesmo usuário pode ter cadastros em múltiplas operadoras.
Com o encerramento do prazo de saque voluntário às 23h59 de segunda-feira (5), a devolução dos recursos entra agora em uma nova fase. As operadoras têm até o fim desta quarta-feira (7) para repassar aos bancos a relação completa de CPFs, valores remanescentes e dados das contas de origem. As instituições financeiras terão a janela entre os dias 9 e 14 de outubro para realizar as restituições de forma automática. Nos casos em que houver falha cadastral ou impedimento técnico, os valores serão transferidos obrigatoriamente para a Caixa Econômica Federal, que assumirá a gestão dos pagamentos pendentes a partir do dia 14 de outubro.
As ações integram o conjunto de medidas deflagradas pela Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026, que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil — incluindo apostas esportivas e cassinos online. A MP determinou o encerramento dos novos depósitos imediatamente, o desligamento dos sites a partir de 5 de outubro e a extinção de todas as autorizações emitidas pela SPA em 25 de outubro de 2026.
| Métrica | Quantidade | Detalhamento |
|---|---|---|
| Sites de bets bloqueados | 13.241 | em 12 dias; média de 1.103/dia |
| Perfis em redes sociais derrubados | 3.552 | Telegram, TikTok, WhatsApp, Discord |
| Seguidores alcançados por essas páginas | 17,2 milhões | expostos a publicidade clandestina |
| Saldo total travado a restituir | R$ 1,3 bilhão | 26,5 milhões de apostadores |
| Contas sob investigação (crime organizado) | 48 | com saldos entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão |
| Registros com saldo < R$ 1 | 86,2 milhões | podendo ser múltiplos cadastros por pessoa |
| Concentração de capital | 80% | em apenas 1% dos apostadores |
| Prazo para operadoras repassarem dados aos bancos | até 7 de outubro | CPF, valores e dados das contas |
| Janela de restituição automática pelos bancos | 9 a 14 de outubro | devolução automática aos titulares |
| Prazo final para Caixa Econômica Federal | a partir de 14 de outubro | pagamento de restituições com falha cadastral |
O que isso muda na regulação
- O bloqueio em massa de 13.241 sites em 12 dias demonstra a velocidade de execução da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa em setembro de 2026, evidenciando a capacidade operacional da força-tarefa mas também marcando o fim iminente do acesso ao mercado regulado que tinha autorização válida até outubro de 2026.
- A identificação de 48 contas sob investigação por possível ligação a crime organizado (com saldos entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão cada) e a concentração de 80% do capital em apenas 1% dos apostadores apontam riscos de uso das plataformas para operações ilícitas além do jogo em si, incluindo potencial movimentação de recursos criminosos.
- O cronograma de restituição (operadoras repassam dados até 7/10, bancos devolvem entre 9 e 14/10, Caixa assume resgate até 14/10) estabelece prazos rigorosos que deixam margem mínima para falhas operacionais; qualquer impedimento cadastral transfere responsabilidade à Caixa, criando exposição administrativa significativa.
Entenda os termos
- SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas)
- órgão do Ministério da Fazenda responsável pela regulação e fiscalização das atividades de apostas no Brasil.
- Ciberlab
- laboratório de segurança cibernética vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública que atua no bloqueio de plataformas ilícitas.
- Medida provisória
- ato normativo de urgência editado pelo Presidente da República que entra em vigor imediatamente, mas depende de aprovação do Congresso Nacional para permanecer válida.
- Lavagem de dinheiro
- processo de dissimular a origem ilícita de recursos financeiros, inserindo-os na economia formal para aparentar legitimidade.
A apuração deste fato é de iGaming Brazil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



