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Regulação

PL 5.587/2026 quer obrigar bancos a ressarcir perdas em bets ilegais

Projeto apresentado pelo deputado Jorge Goetten propõe responsabilidade solidária de instituições financeiras que descumprirem obrigações de fiscalização de transações com plataformas não autorizadas.

PL 5.587/2026 quer obrigar bancos a ressarcir perdas em bets ilegais

Imagem ilustrativa gerada por IA

O deputado federal Jorge Goetten protocolou, em 15 de outubro, o Projeto de Lei 5.587/2026, que abre caminho para que apostadores lesados por plataformas de apostas não autorizadas possam recuperar suas perdas — inclusive às expensas dos bancos e instituições de pagamento que processaram as transações. A proposta altera a Lei nº 14.790/2023, a chamada Lei das Bets, que regulamentou o mercado de apostas de quota fixa no Brasil em 2025, proibido posteriormente pela Medida Provisória nº 1.394, de setembro de 2026.

Pelo texto, o apostador terá direito à restituição das chamadas perdas líquidas, calculadas pela diferença entre o total transferido à plataforma irregular e os valores efetivamente recebidos pelo usuário no período coberto pelo pedido. A responsabilidade primária pelo ressarcimento recai sobre o próprio operador ilegal. No entanto, bancos e fintechs de pagamento poderão responder solidariamente caso fique demonstrado que processaram ou facilitaram as transações sem cumprir as obrigações legais de prevenção, monitoramento e bloqueio de operações com sites não autorizados.

Na justificativa do projeto, Goetten argumenta que as penalidades hoje existentes são insuficientes para compensar o prejuízo dos consumidores. O parlamentar afirma que "o mero aporte de sanções administrativas não tem sido suficiente para reparar a degradação patrimonial sofrida pelos consumidores vitimados por operações ilícitas". Para ele, a responsabilização financeira dos intermediários funcionaria como um "indutor econômico essencial para que as instituições financeiras aprimorem continuamente seus mecanismos de governança e detecção de ilícitos, inviabilizando o fluxo financeiro que nutre o mercado ilegal".

O PL também estabelece que a responsabilização dos intermediários financeiros não afasta a aplicação de sanções administrativas, civis e penais. As instituições que realizarem o ressarcimento poderão, em seguida, buscar a recuperação dos valores junto aos operadores irregulares. Além disso, o bloqueio de contas ou o perdimento de recursos vinculados às operações ilegais não poderá prejudicar o direito dos apostadores à restituição. Os procedimentos para identificar transações, comprovar perdas e solicitar pagamentos deverão ser detalhados em regulamentação específica.

A iniciativa ganha relevo no contexto do mercado ilegal de apostas, que permanece ativo mesmo após a regulamentação de 2025 e a posterior proibição das bets pela MP 1.394/2026. Levantamentos recentes apontam centenas de novos domínios ilegais surgindo semanalmente no Brasil. O PL 5.587/2026 ainda precisa percorrer o processo legislativo no Congresso Nacional antes de produzir qualquer efeito jurídico.

Análise BetNotícias

O que isso muda na regulação

  • O PL 5.587/2026 transfere para os bancos o risco financeiro de apostadores em plataformas ilegais, criando incentivo para que ampliem a fiscalização de transações com bets não autorizadas.
  • Caso aprovado, apostadores teriam direito a recuperar a diferença entre o que depositaram em sites clandestinos e o que receberam em ganhos, desde que o banco tenha falhado na detecção e bloqueio.
  • A medida subordina o direito à restituição à comprovação de falha no dever de vigilância da instituição financeira, configurando-se como indutora de compliance mais rigoroso no setor bancário.

Entenda os termos

Responsabilidade solidária
Obrigação legal em que duas ou mais partes podem ser cobradas integralmente pelo cumprimento de uma obrigação, mesmo que cada uma seja responsável apenas em parte — neste caso, bancos podem ser cobrados junto com operadores ilegais.
Perdas líquidas
Diferença entre o total de dinheiro que o apostador transferiu para a plataforma ilegal e o valor que efetivamente recebeu de volta em ganhos.
Lei nº 14.790/2023
Regulamentação brasileira que autoriza e disciplina as apostas esportivas e cassino online — também conhecida como a lei que regulamentou as bets no Brasil até a proibição de 2026.
Fonte original
Com informações de Focus Gaming News Brasil →

A apuração deste fato é de Focus Gaming News Brasil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.

18+ Conteúdo informativo. Desde 25/09/2026, as apostas de quota fixa estão proibidas no Brasil (MP 1.394). O BetNotícias não opera nem indica apostas. Se o jogo trouxe prejuízo, procure o CAPS mais próximo ou ligue 188 (CVV).