Stake.com segue acessível no Brasil seis dias após denúncia e proibição das bets
Verificação realizada em 19 de outubro confirmou que o endereço internacional da plataforma permanece disponível, apesar da MP 1.394/2026 e da suspensão de liminar que autorizava operação temporária.
Imagem ilustrativa gerada por IA
O site internacional da Stake, stake.com, permanecia acessível a partir do Brasil na segunda-feira (19 de outubro), seis dias depois de uma investigação do portal ge revelar que a plataforma continuava oferecendo apostas esportivas e jogos de cassino a usuários brasileiros. A constatação foi feita pelo Focus Gaming News, que se limitou a verificar o acesso ao endereço, sem realizar cadastro, depósitos ou apostas.
A investigação original, publicada pelo ge em 13 de outubro, havia identificado que a plataforma permitia a criação de contas com documentos brasileiros e aceitava criptomoedas como forma de pagamento — mesmo após a entrada em vigor da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu as apostas de quota fixa no país a partir de 25 de setembro. A Stake era uma das operadoras autorizadas pelo Ministério da Fazenda a explorar esse modelo de negócio no Brasil e, após a proibição, suspendeu as atividades em seu domínio nacional, stake.bet.br, mas manteve o endereço internacional no ar.
Questionada sobre o caso, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) afirmou que a oferta de apostas está vedada em todo o território nacional, incluindo empresas que anteriormente possuíam autorização. O órgão informou ainda que mantém ações contínuas de fiscalização e bloqueio de plataformas irregulares. No campo judicial, a Stake chegou a obter uma liminar na Justiça Federal para retomar temporariamente suas operações, mas a decisão foi suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) após recurso da Advocacia-Geral da União (AGU).
A permanência do acesso ao site, mesmo após a ampla divulgação da investigação e a atuação da AGU, coloca em evidência os limites dos mecanismos de bloqueio disponíveis ao governo federal. A MP 1.394/2026 determinou que os sites das operadoras saíssem do ar a partir de 5 de outubro, com devolução de saldos aos apostadores pelos bancos prevista para até cerca de 14 de outubro e extinção formal de todas as autorizações da SPA em 25 de outubro. O cumprimento dessas determinações por plataformas que operam sob domínios internacionais, no entanto, segue sendo um desafio prático para as autoridades brasileiras.
O que isso muda na regulação
- Ainda que o site international da Stake remain acessível no Brasil seis dias após denúncia pública, a plataforma não pode legalmente aceitar apostas ou depósitos de brasileiros — a proibição de 25 de setembro (MP 1.394) é total e vinculante para todas as operadoras. O acesso técnico persiste porque bloqueios governamentais enfrentam resistência técnica e legal, mas qualquer aposta realizada viola a proibição em vigor.
- A suspensão da liminar pelo TRF-3 marca o fechamento de uma abertura jurídica temporária que a Stake havia conquistado — não há mais amparo legal para a operadora oferecer suas atividades no país, e apostadores que utilizam o site internacional correm risco de transação com plataforma explorada irregularmente.
Entenda os termos
- Medida Provisória nº 1.394/2026
- Ato do governo federal que proibiu a oferta de apostas de quota fixa no Brasil a partir de 25 de setembro de 2026, encerrando as autorizações de bets anteriormente concedidas.
- Liminar
- Decisão judicial provisória que suspende o cumprimento de uma regra antes do julgamento final do caso, permitindo à Stake tentar retomar operações temporariamente.
- Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3)
- Órgão da Justiça Federal que revisa decisões de primeiro grau em estados como São Paulo e suspendeu a liminar que autorizava a Stake a operar.
- Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF)
- Órgão do Ministério da Fazenda responsável por regular apostas no Brasil e fiscalizar o cumprimento da proibição estabelecida pela MP 1.394.
A apuração deste fato é de Focus Gaming News Brasil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



