Senacon capacita Procons para fiscalizar publicidade de bets após MP 1.394
Encontro técnico realizado em Belo Horizonte reuniu órgãos de defesa do consumidor para debater identificação de anúncios irregulares, coleta de provas e responsabilização de influenciadores digitais.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, promoveu uma série de orientações aos Procons do país sobre como fiscalizar a publicidade de apostas online no contexto da proibição imposta pela Medida Provisória nº 1.394/2026. As diretrizes foram apresentadas durante a 32ª edição do Encontro Técnico de Defesa do Consumidor, realizado nos dias 5 e 6 de outubro em Belo Horizonte, organizado pelo Procon-MG por meio da Escola Estadual de Defesa do Consumidor (EEDC), com apoio da Senacon e do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPDC).
O evento reuniu representantes do Sistema Estadual de Defesa do Consumidor de Minas Gerais e teve como foco central os desdobramentos práticos da MP 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional. A coordenadora de Sanções Administrativas da Senacon, Gabriela Rodrigues Schifter, conduziu uma oficina voltada especificamente à fiscalização das bets. "A oficina busca dar segurança e auxiliar na articulação com os órgãos de defesa do consumidor. Nosso objetivo é oferecer orientações práticas para identificar a publicidade irregular, preservar as provas e responsabilizar os agentes envolvidos, inclusive no ambiente digital", declarou.
Entre os temas abordados, destacaram-se os procedimentos para reconhecer anúncios irregulares em plataformas digitais e em conteúdos publicados por influenciadores, bem como os métodos de preservação de provas para embasar eventuais processos administrativos. A Senacon deixou claro que tanto os influenciadores quanto as plataformas que veiculam esse tipo de publicidade podem ser responsabilizados pela divulgação irregular de apostas. A chefe de Apoio Jurídico do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Senacon, Lorenna Costa Pereira, também participou das discussões e ministrou uma palestra sobre prevenção e combate ao superendividamento, ressaltando a necessidade de integração entre os órgãos de atendimento à população.
O encontro também reservou espaço para debater os impactos sociais das apostas online, incluindo consequências para a saúde mental dos usuários, o comprometimento do orçamento familiar, o acesso ao crédito e os riscos de superendividamento. A Senacon defendeu a atuação coordenada entre os diferentes órgãos de defesa do consumidor como estratégia essencial para garantir o cumprimento das novas regras impostas pela MP, que vigora por 60 dias e pode ser prorrogada por igual período, dependendo de aprovação do Congresso Nacional.
O que isso muda na regulação
- Senacon estabelece procedimentos práticos para que órgãos de defesa do consumidor (Procons) identifiquem e punam publicidade irregular de bets, inclusive por influenciadores digitais e plataformas, após a proibição pela MP 1.394.
- A iniciativa prepara a máquina estatal para fiscalizar a publicidade ilícita de apostas que continuarem ocorrendo em ambiente digital mesmo com a proibição, e para responsabilizar agentes envolvidos.
- O foco em danos ao consumidor (saúde mental, endividamento, superendividamento) reforça a lógica da proibição como medida de proteção, e não apenas de regulação de mercado.
Entenda os termos
- MP nº 1.394/2026
- Medida Provisória publicada em 25 de setembro de 2026 que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional.
- Senacon
- Secretaria Nacional do Consumidor, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública responsável pela orientação e coordenação da defesa do consumidor.
- Procon
- Órgão estadual de proteção e defesa do consumidor responsável pela fiscalização de práticas comerciais e atendimento de denúncias de consumidores.
A apuração deste fato é de Focus Gaming News Brasil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



