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Regulação

Setor debate proposta de marco regulatório contra o mercado ilegal de apostas

Executivos do segmento de iGaming analisam iniciativa voltada ao combate às operações clandestinas de apostas no Brasil, tema central na agenda regulatória do país.

Setor debate proposta de marco regulatório contra o mercado ilegal de apostas

Foto: Henri Mathieu-Saint-Laurent / Pexels

Lideranças do mercado de apostas esportivas e jogos online se debruçaram sobre a proposta de criação de um Marco de Combate ao Mercado Ilegal de Apostas, iniciativa que vem ganhando espaço nas discussões do setor no Brasil. A avaliação dos executivos mira os contornos do texto e suas possíveis implicações para o ambiente competitivo entre operadores licenciados e ilegais.

O debate se insere em um momento de consolidação do mercado regulado brasileiro. Desde o início de 2025, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, passou a operar o regime de licenciamento de apostas de quota fixa, exigindo o cumprimento de requisitos técnicos, financeiros e de integridade por parte das operadoras. A existência de um mercado paralelo, no entanto, segue sendo apontada por agentes do setor como um dos principais desafios à sustentabilidade do ambiente regulado.

Um marco específico para o enfrentamento das apostas ilegais envolveria, em tese, mecanismos como bloqueio de domínios, restrição de transações financeiras para plataformas não autorizadas e eventuais sanções a intermediários que facilitam o acesso a sites clandestinos — instrumentos já discutidos em outros mercados regulados da América Latina e da Europa. A formalização dessas ferramentas em um único instrumento normativo é vista por parte dos operadores como forma de dar mais efetividade à fiscalização.

A preocupação com o mercado ilegal é recorrente entre os licenciados, que argumentam operar sob custos regulatórios — como tributação, compliance e proteção ao consumidor — que não incidem sobre concorrentes clandestinos. Para os defensores do marco, a medida não apenas protegeria o consumidor de plataformas sem garantias, mas também tornaria o campo de competição mais equânime para quem cumpre as regras estabelecidas pela SPA.

O avanço da proposta ainda depende de tramitação e eventual aprovação por parte das autoridades competentes. O tema deve continuar mobilizando o setor ao longo de 2025, à medida que o mercado regulado amadurece e a fiscalização sobre operadores não autorizados se intensifica.

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Com informações de Yogonet Brasil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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