São Paulo exibe "Proibir não é proteger" na camisa em vitória sobre o Vasco
O Tricolor paulista aderiu à mobilização de clubes contra a MP 1.394, que baniu as apostas de quota fixa no Brasil, substituindo a marca da Superbet por mensagem de protesto no espaço máster do uniforme.
Foto: Franco Monsalvo / Pexels
O São Paulo entrou em campo neste sábado (16) com uma mensagem política estampada na posição principal da camisa. Na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, o espaço reservado normalmente à patrocinadora máster Superbet exibiu a frase "Proibir não é proteger" — slogan adotado por clubes brasileiros contrários à Medida Provisória nº 1.394, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro e que proibiu as apostas de quota fixa no país. As placas de publicidade do Morumbis também veicularam as mensagens "A proibição não acaba com as apostas" e "Proibir não é proteger" durante a partida.
Para manter a parceria comercial com a Superbet após a entrada em vigor da MP, o clube paulista havia adotado uma solução alternativa nos jogos anteriores contra Cruzeiro e Vitória: a exibição da marca Superscore no espaço máster. A plataforma, voltada a estatísticas esportivas e pertencente ao mesmo grupo econômico da casa de apostas, não está entre as atividades vedadas pelo governo federal e, portanto, pode seguir operando no Brasil. O contrato com a Superbet permanece ativo, sem alterações nos valores ou nas demais condições acordadas — mas, diante da rodada de mobilizações, o São Paulo optou por aderir ao protesto no duelo com o Vasco.
A iniciativa já havia sido adotada por outros clubes. O Flamengo foi o pioneiro ao levar a mensagem ao campo no confronto com o Santos, em 8 de outubro, pela 29ª rodada do Brasileirão. Três dias depois, tanto Flamengo quanto Fluminense estamparam o slogan no clássico entre os dois times. Neste domingo, o Rubro-Negro voltou a campo contra o Bahia novamente com a frase no uniforme.
A preocupação dos clubes tem base financeira concreta. Em 2025, os contratos com empresas do setor de apostas responderam por aproximadamente 34% das receitas comerciais dos times brasileiros, superando R$ 1 bilhão no agregado. A MP 1.394 extingue todas as autorizações concedidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda a partir de 25 de outubro, sem devolução dos valores de outorga. O governo justificou a medida pelos impactos das apostas na saúde pública e pelo aumento do endividamento das famílias brasileiras.
No campo jurídico, representantes do mercado aguardam uma decisão favorável no Supremo Tribunal Federal, onde a MP está sendo contestada. Além disso, a medida provisória — válida por 60 dias, prorrogáveis por mais 60 — ainda precisa ser apreciada pelo Congresso Nacional para se converter em lei. Enquanto o desfecho não se define, clubes, patrocinadores e o próprio setor de iGaming acompanham de perto os desdobramentos políticos e judiciais da proibição.
| Período | Participação na receita comercial | Valor |
|---|---|---|
| 2025 | aproximadamente 34% | ultrapassou R$ 1 bilhão |
Por que isso importa
- Os clubes de futebol perdem receita contratual com operadoras de apostas após a MP 1.394 bloquear o setor em setembro de 2026; a indústria representa um terço das receitas comerciais do futebol brasileiro (mais de R$ 1 bilhão em 2025).
- A mobilização de Flamengo, Fluminense e São Paulo contra a proibição usa o espaço de publicidade das camisas como instrumento político para pressionar a reversão da medida, que ainda aguarda julgamento no STF e votação no Congresso.
Entenda os termos
- Medida Provisória (MP)
- Ato do Poder Executivo que tem força de lei imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para permanecer válida; em caso de rejeição ou ausência de votação em 60 dias (prorrogáveis), expira.
- Liminar
- Decisão judicial provisória que suspende uma lei ou ato antes da sentença final, concedida quando há risco de dano irreparável ou urgência demonstrada.
A apuração deste fato é de iGaming Brazil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



