PL quer criar taxa sobre bets para financiar saúde mental no SUS
Deputada federal propõe tributo mensal de até 6% sobre a arrecadação das casas de apostas, com recursos destinados ao combate à ludopatia no sistema público de saúde.
Publicada em 18 de agosto de 2026, antes da MP 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa em 25/09/2026. O cenário descrito pode ter mudado. Veja o que mudou
Imagem ilustrativa gerada por IA
A deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) apresentou o Projeto de Lei 4.761/2026, que obrigaria as casas de apostas de quota fixa a contribuir diretamente para o financiamento de ações de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). O mecanismo proposto é a criação de um novo tributo — a Taxa de Fiscalização Sanitária sobre Apostas de Quota Fixa (TFS-Apostas) —, cobrado mensalmente sobre a arrecadação das operadoras com alíquota inicial de 2%, podendo escalar progressivamente até o teto de 6%.
Os recursos arrecadados seriam destinados a uma conta específica no Fundo Nacional de Saúde (FNS), voltada exclusivamente ao enfrentamento dos transtornos do jogo compulsivo — a ludopatia. O texto prevê que os valores sejam aplicados no diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes, além de financiar a capacitação de profissionais de saúde para identificar sinais de compulsividade e custear campanhas de conscientização pública.
Na justificativa do projeto, a parlamentar defende que as empresas que lucram com apostas devem arcar com parte dos custos sociais gerados pela atividade. "Se apostar pode causar dependência, as empresas que lucram com essa atividade também precisam ajudar a pagar o tratamento. Não é justo que as famílias e o SUS assumam sozinhos os prejuízos enquanto as plataformas ficam com os lucros", afirma Lima. A deputada acrescenta: "Precisamos garantir atendimento para quem já adoeceu. Nosso projeto responsabiliza o setor pelos impactos que produz e transforma parte da receita das apostas em cuidado, informação e proteção à vida."
A proposição surge em um cenário de mercado recém-regulamentado. A operação legal de apostas esportivas de quota fixa no Brasil foi estruturada a partir de 2025, sob supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que passou a conceder licenças e fiscalizar as plataformas autorizadas. Dentro do atual marco regulatório, 1% da arrecadação do setor já é direcionado à saúde — percentual que, na avaliação de Ana Paula Lima, está aquém das necessidades geradas pelo aumento dos atendimentos de pessoas com ludopatia no SUS. O PL 4.761/2026 seguirá o trâmite ordinário na Câmara dos Deputados, onde precisará ser analisado pelas comissões temáticas antes de eventual votação em plenário.
O que isso muda na regulação
- O PL propõe transferir parte do lucro das operadoras para custear tratamento de ludopatia no SUS, aumentando a tributação do setor de 1% para 2-6% sobre arrecadação.
- A medida busca financiar capacitação de profissionais de saúde e campanhas contra o vício em apostas, argumentando que quem lucra com atividade de risco deve financiar seus efeitos.
Entenda os termos
- Taxa de Fiscalização Sanitária sobre Apostas de Quota Fixa (TFS-Apostas)
- Novo imposto proposto sobre a arrecadação mensal das operadoras de apostas online, com alíquota inicial de 2% que poderia subir gradualmente até 6%, destinado ao financiamento de saúde mental no SUS.
- Fundo Nacional de Saúde (FNS)
- Fundo federal que recebe recursos para financiar ações do SUS; neste caso, teria uma conta específica para custear diagnóstico, tratamento e reabilitação de pessoas com ludopatia.
- Ludopatia
- Transtorno caracterizado pelo comportamento compulsivo de apostas, considerado uma dependência e que gera demanda crescente de atendimento no sistema público de saúde.
- Apostas de quota fixa
- Modalidade de jogos de azar online onde o resultado é definido previamente e o apostador conhece a taxa de retorno antes de confirmar a aposta.
A apuração deste fato é de Focus Gaming News Brasil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



