PF deflagra Operação Arena e mira advogado Nelson Willians em esquema de lavagem ligado a apostas
Ação investiga grupo empresarial do Nordeste suspeito de ocultar recursos de jogos ilegais; sequestro de bens pode chegar a R$ 1,1 bilhão.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A Polícia Federal lançou na quinta-feira (13/8) a Operação Arena, voltada a investigar um grupo empresarial com sede no Nordeste do Brasil suspeito de esconder a origem de recursos provenientes da exploração ilegal de jogos de azar e apostas esportivas. Um dos principais alvos da operação é o advogado Nelson Willians, apontado pelos investigadores como operador financeiro do grupo. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em sua mansão localizada em São Paulo.
Ao todo, 17 mandados de busca e apreensão foram executados simultaneamente nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. As ordens judiciais partiram da 4ª Vara Federal da Paraíba e vieram acompanhadas de medidas de quebra de sigilo telemático e bancário, além do sequestro de bens e valores que podem alcançar R$ 1,1 bilhão, conforme divulgou a Polícia Federal. A operação contou com a participação do Ministério Público Federal, da Receita Federal do Brasil e da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
A investigação apura o uso de estrutura societária e financeira no exterior para disfarçar tanto a origem quanto o destino dos recursos movimentados pelo grupo. A suspeita é de que as operações foram sustentadas por esquemas de evasão de divisas articulados à exploração ilegal de apostas. Dependendo do grau de envolvimento apurado, os investigados poderão responder por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro nacional, segundo a PF.
A participação da Secretaria de Prêmios e Apostas na operação reforça o papel crescente do órgão no combate a práticas ilegais no setor. A SPA, vinculada ao Ministério da Fazenda, é a responsável pela regulação e fiscalização do mercado de apostas esportivas de quota fixa no Brasil — modelo que passou a operar sob marco regulatório formal a partir de janeiro de 2025. Empresas que atuam sem a devida autorização federal estão sujeitas a sanções administrativas e podem ter suas atividades enquadradas em legislação penal, como ocorre no caso investigado pela Operação Arena.
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