Operação Conto da Sorte: investigados fecham acordo de R$ 1,4 mi com MP do RN
Três investigados admitiram envolvimento em esquema de apostas ilegais que usava páginas governamentais invadidas e empresas de fachada para operar plataformas clandestinas no interior do Rio Grande do Norte.
Imagem ilustrativa gerada por IA
Três pessoas investigadas pela Operação Conto da Sorte firmaram um acordo no valor de R$ 1,4 milhão com o Ministério Público do Rio Grande do Norte após admitirem participação em um esquema de exploração ilegal de jogos de azar. Segundo o MP, o montante é composto por R$ 200 mil em pagamento direto e R$ 1,2 milhão referentes à perda de valores obtidos com as atividades ilícitas. Como parte do acordo, empresas vinculadas aos investigados terão 180 dias para comprovar a adoção de programas de integridade (compliance). As apurações seguem em curso para os demais envolvidos.
A Operação Conto da Sorte foi deflagrada em junho pela Receita Federal em parceria com os Ministérios Públicos de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Seu ponto de partida foi uma análise técnica conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF). A investigação mira um grupo suspeito de operar ilegalmente jogos de azar, com destaque para o uso da Lotseridó, loteria municipal criada pela Prefeitura de Bodó, município do interior potiguar, como parte do esquema.
Sites governamentais e empresas de fachada a serviço do esquema
De acordo com as investigações, o grupo invadia sistemas de órgãos públicos e inseria códigos maliciosos em páginas com domínios ".gov.br" e ".edu.br" para redirecionar visitantes a plataformas clandestinas de apostas. A tática explorava a credibilidade dos endereços oficiais para dar aparência de legitimidade às operações ilegais. Para ocultar os responsáveis e movimentar os recursos obtidos, os investigados recorriam a empresas de fachada registradas em nome de terceiros — incluindo beneficiários de programas sociais, pessoas de baixa renda e familiares dos organizadores —, enquanto os líderes do grupo mantinham controle das contas bancárias por meio de procurações.
A estrutura de fachada chegou a extremos: o Ministério Público identificou 21 empresas cadastradas em um único endereço fictício no município de Bodó. Os registros apontavam para salas comerciais vazias, escritórios virtuais ou endereços inexistentes. As investigações também revelaram que o grupo continuava movimentando recursos e mantendo operações ativas mesmo depois de as empresas terem sido baixadas junto à Receita Federal — evidenciando a sofisticação do esquema para escapar da fiscalização.
O caso ilustra os desafios enfrentados pelo Estado brasileiro no combate às apostas ilegais. Antes da edição da Medida Provisória nº 1.394, em setembro de 2026, o mercado de apostas de quota fixa havia sido regulamentado em 2025, com a SPA/MF como principal órgão fiscalizador. Operações como a Conto da Sorte demonstram que, mesmo no período de vigência do marco regulatório, esquemas clandestinos seguiam ativos, utilizando estruturas elaboradas para driblar tanto a fiscalização tributária quanto a oversight do setor de jogos.
| Elemento | Dado |
|---|---|
| Valor total do acordo | R$ 1,4 milhão |
| Composição do acordo | R$ 200 mil em pagamento + R$ 1,2 milhão em perda de valores |
| Número de investigados com acordo | 3 |
| Empresas de fachada identificadas no mesmo endereço | 21 |
| Localização do endereço fictício | Bodó (RN) |
| Prazo para implementação de compliance | 180 dias |
| Data de deflagração da operação | Junho (ano não informado) |
| Órgãos condutores | Receita Federal, MP/PE, MP/RN |
O que isso muda na regulação
- O esquema operava com sofisticação técnica — invasão de sistemas governamentais, uso de empresas de fachada e contas em nome de terceiros — o que revela um padrão de operações clandestinas que mascaram a rastreabilidade.
- Os investigados reconheceram a ilegalidade e pagam R$ 1,4 milhão, mas as investigações prosseguem contra demais envolvidos, sinalizando que este é apenas um segmento de uma rede mais ampla de apostas ilícitas.
- A exigência de compliance em 180 dias é um mecanismo de reabilitação condicional: se as empresas não comprovarem a implementação, estarão sujeitas a novas ações de fiscalização.
Entenda os termos
- SPA/MF
- Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda; órgão responsável pela regulação e fiscalização de apostas e loterias no Brasil.
- Empresa de fachada
- Pessoa jurídica criada formalmente para simular atividade lícita, ocultando operações ilegais e os verdadeiros responsáveis.
- Compliance
- Programa de integridade que visa assegurar o cumprimento de normas legais e éticas, reduzindo riscos de irregularidades na empresa.
- Operação Conto da Sorte
- Investigação conjunta deflagrada pela Receita Federal em parceria com Ministérios Públicos para apurar exploração ilegal de jogos de azar, particularmente em Bodó (RN).
A apuração deste fato é de Focus Gaming News Brasil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



