Atualizado 3× ao dia · Apostas proibidas pela MP 1.394: veja os prazos
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IBJR lança campanha contra desinformação sobre apostas após proibição da quota fixa

Instituto usa uniformes de clubes e placas de estádio para divulgar dados sobre o setor e alertar sobre o avanço do mercado ilegal desde a MP 1.394.

IBJR lança campanha contra desinformação sobre apostas após proibição da quota fixa

Foto: Ernesto Tijerina Cantú / Pexels

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) colocou no ar a campanha "Aposto que você não sabia", voltada ao combate à desinformação sobre o setor de apostas esportivas no Brasil. A ação se vale de mensagens estampadas em uniformes de clubes do futebol brasileiro e em placas publicitárias à beira dos campos para levar informações ao público. O conteúdo é centralizado no portal www.apostoquevocenaosabia.com, mantido pelo instituto para reunir dados e realizar checagem de fatos sobre o mercado. O IBJR congrega as principais empresas que operavam no segmento regulado antes da proibição imposta pela Medida Provisória nº 1.394, em setembro de 2026.

O presidente-executivo do instituto, Carlos Lima, justificou a iniciativa pelo contexto pós-proibição: "A proibição não fez a procura por apostas desaparecer, só abriu espaço para o mercado ilegal e retirou as proteções de quem aposta. Hoje, muita gente atribui ao mercado regulado problemas que também decorrem do ilegal, e boa parte dos dados e das pesquisas divulgados não faz essa distinção. Dessa forma, o debate se baseia em desinformação, e é isso que a campanha busca combater." A campanha estrutura seus argumentos em quatro eixos: a migração da demanda para operadores clandestinos, a expansão das apostas ilegais, a extinção das proteções ao apostador e o impacto fiscal da medida.

No campo econômico, um estudo da LCA Consultoria Econômica, encomendado pelo IBJR, estimou que o mercado ilegal já respondia por até 44% do total de apostas em 2026, gerando receitas anuais de até R$ 43,3 bilhões e deixando de recolher até R$ 12 bilhões por ano em tributos. Levantamento da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), divulgado em outubro de 2026, identificou mais de 30 mil links de apostas ilegais ativos no país. A LCA projeta ainda que até R$ 73 bilhões em arrecadação poderão ser perdidos entre 2027 e 2030 caso a proibição se mantenha — cálculo acumulado dos quatro anos que inclui tributos e contribuições específicas do setor. A consultoria aponta também risco jurídico relacionado às 85 outorgas emitidas a R$ 30 milhões cada, totalizando R$ 2,55 bilhões em potenciais disputas judiciais. No futebol, os patrocínios do setor superaram R$ 1,1 bilhão em 2025.

Outro eixo da campanha destaca as salvaguardas ao apostador que deixaram de existir com a proibição. O modelo regulado exigia verificação de identidade por CPF, documento e reconhecimento facial, proibia depósitos via cartão de crédito e criptomoedas e fixava limites de depósito e tempo de uso das plataformas. A Plataforma Centralizada de Autoexclusão havia acumulado mais de 1,2 milhão de pedidos voluntários, e o Sigap (Sistema de Gestão de Apostas) registrou o bloqueio de cerca de 3 milhões de usuários pelo recebimento de benefícios sociais, conforme dados da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), do Ministério da Fazenda. Em 2025, a arrecadação das apostas de quota fixa gerou R$ 4,53 bilhões em destinações legais para esporte, turismo, segurança, educação, saúde e outras áreas — recursos que também estão comprometidos com a extinção das autorizações prevista para 25 de outubro de 2026.

Pesquisa do Instituto Locomotiva, igualmente encomendada pelo IBJR, indicou que 50% dos apostadores relataram práticas associadas ao uso de plataformas irregulares. O instituto aponta ainda que operadores clandestinos recorrem a clones de marcas conhecidas com falsos selos de autorização, domínios de difícil rastreamento, intermediários de pagamento via Pix e CNPJs de fachada para aplicar fraudes. Em 2025, a própria SPA havia registrado 1.255 comunicações relacionadas a pessoas com indícios de transferências para empresas não autorizadas. A MP 1.394 vale por 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se converter em lei.

Análise BetNotícias
Dados sobre mercado legal e ilegal de apostas citados na campanha do IBJR
IndicadorValorPeríodo/Fonte
Estimativa de market share do mercado ilegalaté 44%2026 (LCA Consultoria)
Receitas anuais estimadas do mercado ilegalaté R$ 43,3 bilhões2026 (LCA Consultoria)
Arrecadação potencial não recolhida (ilegal)R$ 12 bilhõespor ano (LCA Consultoria)
Apostadores com práticas em plataformas irregulares50%não informado (Instituto Locomotiva)
Links de apostas ilegais identificadosmais de 30 miloutubro de 2026 (ANJL)
Comunicações SPA sobre transferências para empresas não autorizadas1.2552025 (SPA)
Pedidos voluntários acumulados na Plataforma Centralizada de Autoexclusãomais de 1,2 milhãoaté setembro de 2026 (SPA)
Bloqueios de usuários pelo Sigap por recebimento de benefícios sociaiscerca de 3 milhõesaté setembro de 2026 (Sigap/SPA)
Arrecadação da Receita Federal (jan-set 2026)R$ 11,12 bilhõesjaneiro a setembro de 2026
Crescimento real da arrecadação vs. jan-set 202555%janeiro a setembro de 2026
Destinações legais das apostas de quota fixaR$ 4,53 bilhões2025 (para esporte, turismo, segurança, educação, saúde)
Arrecadação em risco acumuladaaté R$ 73 bilhões2027-2030 (LCA Consultoria)
Total de outorgas emitidas85não informado
Valor unitário estimado da outorgaR$ 30 milhõescada uma
Potencial total de disputas judiciaisR$ 2,55 bilhõescalculado sobre 85 outorgas
Patrocínios do setor no futebolR$ 1,1 bilhão2025

O que isso diz sobre o mercado

  • O setor regulado usa dados para argumentar que a proibição não elimina a demanda, apenas transfere apostadores para plataformas ilegais onde não há proteção de identidade, limites de depósito ou autoexclusão.
  • Segundo estimativas apresentadas, o mercado ilegal capturou até 44% do volume pré-proibição e gera R$ 12 bilhões anuais em arrecadação potencial não recolhida aos cofres públicos.
  • As empresas que receberam outorga enfrentam risco jurídico de R$ 2,55 bilhões em potenciais disputas, além da migração de patrocínios esportivos (R$ 1,1 bilhão em 2025) e até R$ 73 bilhões em arrecadação acumulada que deixará de entrar entre 2027 e 2030.

Entenda os termos

Plataforma Centralizada de Autoexclusão
Sistema que permitia apostadores se excluírem voluntariamente de plataformas de apostas reguladas, acumulando mais de 1,2 milhão de solicitações até a proibição.
Sigap
Sistema de Gestão de Apostas que bloqueava usuários identificados como recebedores de benefícios sociais, proteção que deixou de vigorar com a proibição da quota fixa.
SPA
Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, órgão que regulava o mercado de apostas esportivas e registrava comunicações sobre transferências para empresas não autorizadas.
Quota fixa
Modelo de apostas esportivas e cassino online em que o resultado é conhecido no momento da aposta (diferente de cassino tradicional); proibido no Brasil pela Medida Provisória 1.394 em setembro de 2026.
Fonte original
Com informações de BNLData →

A apuração deste fato é de BNLData. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.

18+ Conteúdo informativo. Desde 25/09/2026, as apostas de quota fixa estão proibidas no Brasil (MP 1.394). O BetNotícias não opera nem indica apostas. Se o jogo trouxe prejuízo, procure o CAPS mais próximo ou ligue 188 (CVV).