IBJR e ANJL levam campanha "Proibir não é proteger" ao Brasileirão
Manifesto contra a MP 1.394/2026 estará em placas de campo e camisas de São Paulo FC e Flamengo na 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Foto: Andre Dantas / Pexels
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) retomam neste fim de semana a presença do manifesto "Proibir não é proteger" no Campeonato Brasileiro. A ativação começa nesta sexta-feira (16) e se estende pela 31ª rodada, com exibição em placas de campo de 10 partidas e nas camisas de atletas do São Paulo FC e do Flamengo. Além do slogan principal, as peças veiculam mensagens da campanha "Aposto que você não sabia" — disponível em www.apostoquevocenaosabia.com —, com frases como "Proteção de verdade começa com regras", "O Brasil proibiu e o mercado ilegal invadiu" e "Regulamentar é proteger".
No sábado (17), os jogadores do São Paulo entrarão em campo com a mensagem estampada no uniforme para o duelo contra o Vasco da Gama, às 21h, no Morumbi. No domingo (18), será a vez do Flamengo exibir o protesto durante a partida contra o Bahia. A escolha do Brasileirão como vitrine não é casual: as entidades apostam na audiência massiva do torneio para ampliar o alcance da mensagem junto a torcedores e à população em geral.
"Estamos levando essa mensagem aos estádios porque a população precisa saber o que está em jogo. A proibição não fez a procura por apostas desaparecer. A proibição abriu espaço para o mercado ilegal, retirou as proteções de quem aposta e enfraqueceu os mecanismos de monitoramento e combate à manipulação de resultados esportivos", afirmou Carlos Lima, presidente-executivo do IBJR. Já Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, alertou para a existência de "mais de 30 mil sites ilegais de apostas ativos no país" e classificou a extinção do mercado regulado como "abrupta e injustificada".
A mobilização responde diretamente à Medida Provisória nº 1.394/2026, editada em 25 de setembro deste ano, que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil — incluindo apostas esportivas e cassino online. A MP vedou novos depósitos imediatamente, determinou a retirada dos sites do ar em 5 de outubro, a devolução de saldos aos apostadores até cerca de 14 de outubro e a extinção de todas as autorizações concedidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) em 25 de outubro, sem ressarcimento das outorgas. A medida tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar lei.
Em seu manifesto, o IBJR e a ANJL sustentam que a proibição não elimina as apostas, mas suprime as proteções ao consumidor, abrindo espaço para o crime organizado — que, segundo as entidades, utiliza plataformas clandestinas para lavagem de dinheiro, acesso de menores de idade e golpes digitais contra populações vulneráveis. As associações também expressam preocupação com o endividamento de famílias e com o jogo compulsivo, argumentando que apenas um mercado fortemente regulado reúne condições de enfrentar esses problemas. As entidades afirmam estar à disposição para dialogar com o Congresso Nacional e a sociedade civil sobre eventuais aperfeiçoamentos no arcabouço regulatório, com ênfase em saúde mental e combate à clandestinidade.
O que está em jogo
- A campanha visa mobilizar a opinião pública contra a proibição absoluta das apostas, argumentando que a regulação perdida abria espaço para o mercado ilegal expandir sem controle — o oposto do objetivo de proteger apostadores.
- A ação dos clubes (São Paulo e Flamengo) demonstra engajamento de entidades de grande visibilidade no debate sobre consequências econômicas e de segurança da extinção abrupta do mercado regulado.
Entenda os termos
- Medida Provisória nº 1.394/2026
- Ato do Poder Executivo que proibiu as apostas de quota fixa (apostas esportivas e cassino online) no Brasil a partir de 25 de setembro de 2026, com extinção de todas as autorizações em 25 de outubro de 2026.
- Mercado regulado
- Segmento de apostas online que operava dentro do marco regulatório aprovado pelo Congresso em 2025 e foi extinto pela Medida Provisória nº 1.394/2026.
- Mercado clandestino ou ilegal
- Plataformas de apostas que operam sem autorização legal, fora da fiscalização estatal, frequentemente associadas a crime organizado e lavagem de dinheiro.
A apuração deste fato é de BNLData. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



