Empresário de loterias é preso na Paraíba em operação que investiga jogos ilegais e lavagem
Cícero Fabiano Melo Silva foi detido em João Pessoa pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul; ação também prendeu dois irmãos em Campo Grande e apreendeu mais de 20 veículos de luxo avaliados em R$ 20 milhões.
Publicada em 19 de agosto de 2026, antes da MP 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa em 25/09/2026. O cenário descrito pode ter mudado. Veja o que mudou
Imagem ilustrativa gerada por IA
O empresário paraibano Cícero Fabiano Melo Silva, atuante no setor de loterias, foi preso na manhã da terça-feira, 18 de agosto, em um hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa. A detenção ocorreu no âmbito de uma operação conduzida pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, que investiga suspeitas de exploração ilegal de bingos e outras modalidades de jogos de azar, associação criminosa e lavagem de dinheiro — condutas com origem apontada no estado sul-mato-grossense, conforme o delegado João Ricardo, da Delegacia de Crimes Cibernéticos na Paraíba.
Além do mandado de prisão preventiva cumprido contra Cícero Fabiano, a operação incluiu cinco mandados de busca e apreensão executados em endereços de João Pessoa — nos bairros do Bessa, Aeroclube e Altiplano — e em um imóvel em Campina Grande. Computadores, celulares e documentos foram recolhidos pelas equipes policiais para subsidiar a análise da movimentação financeira associada às atividades investigadas. Após a prisão, o empresário foi encaminhado à Central de Polícia de João Pessoa, onde realizou exame de corpo de delito e permanece à disposição da Justiça.
Ainda na mesma terça-feira, a Justiça da Paraíba manteve a prisão preventiva de Cícero Fabiano durante audiência de custódia realizada em João Pessoa. A defesa do empresário informou que a empresa Paraíba Premiado, ligada a ele, não tem relação com os fatos apurados, e que os advogados ainda não haviam tido acesso às informações que fundamentaram o pedido de prisão. O delegado João Ricardo confirmou que o caso tramita sob sigilo e que as investigações são conduzidas integralmente pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul.
A operação também gerou prisões em Campo Grande. A DERCC — Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos —, com apoio de outras unidades da Polícia Civil sul-mato-grossense, prendeu o influenciador Eduardo Rezende da Silva Razuk, conhecido como Eduardo Razuk, e seu irmão Rafael Rezende da Silva Razuk. Mais de 20 veículos de luxo foram apreendidos durante a ação na capital sul-mato-grossense; o valor estimado da frota ultrapassa R$ 20 milhões, segundo apuração do Campo Grande News. Os carros foram encaminhados à Defurv, Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido e a verificação de eventual envolvimento de outras pessoas e empresas no esquema.
O caso ocorre em um momento de intensificação do combate a práticas ilegais no setor de apostas e loterias no Brasil. Com a regulamentação do mercado de apostas esportivas em curso desde 2025, sob supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, autoridades têm ampliado a fiscalização sobre operações clandestinas que concorrem com o ambiente licenciado — incluindo bingos ilegais, rifas não autorizadas e esquemas de lavagem de recursos gerados por essas atividades.
O que isso muda na regulação
- A prisão mantida pela Justiça aponta que há suspeita concreta de operação ilegal de jogos de azar com uso de shell companies (como a Paraíba Premiado) e ocultação de receitas via lavagem de dinheiro.
- O material apreendido (computadores, celulares, documentos) e a análise de movimentação financeira determinará se há estrutura criminosa integrada entre Paraíba e Mato Grosso do Sul.
- A continuidade das investigações pode expor redes de influenciadores (como Eduardo Razuk) que promovem rifas e loterias ilegais e integram esquemas de conversão de ativos ilícitos em bens (veículos de luxo).
Entenda os termos
- Mandado de busca e apreensão
- Ordem judicial que autoriza a polícia a entrar em um local para procurar e confiscar documentos, objetos ou bens que possam ser usados como prova em uma investigação.
- Prisão preventiva
- Detenção de uma pessoa antes da condenação, determinada pelo juiz para garantir que o suspeito não fuja, destrua provas ou continue praticando crimes durante a investigação.
- Lavagem de dinheiro
- Ato de mascarar a origem ilícita de recursos financeiros, fazendo-os parecer lícitos e legítimos por meio de operações financeiras ou comerciais.
- Associação criminosa
- Crime de organizar-se com outras pessoas para praticar crimes, estabelecendo uma estrutura duradoura para atividades ilícitas.
A apuração deste fato é de BNLData. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



