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Regulação

Câmara dos Deputados convoca audiência para debater bets ilegais no Brasil

Comissão External Sobre Atos de Pirataria realizou sessão em 24 de março para discutir o impacto das plataformas não regulamentadas, que podem responder por até metade das apostas feitas no país.

Câmara dos Deputados convoca audiência para debater bets ilegais no Brasil

Imagem ilustrativa gerada por IA

A Câmara dos Deputados pautou para o dia 24 de março, às 15h (horário de Brasília), uma audiência pública dedicada ao combate às plataformas de apostas ilegais que operam no Brasil. O encontro foi organizado pela Comissão Externa Sobre os Atos de Pirataria e Agenda do Brasil Legal, a partir de requerimento apresentado pelo deputado Júlio Lopes (PP-RJ).

Ao justificar a convocação, o parlamentar destacou a dimensão do problema: "O mercado de apostas online tem crescido de forma acelerada no Brasil e no mundo, movimentando bilhões de reais e gerando empregos e arrecadação. Entretanto, a pirataria e a atuação de plataformas ilegais representam uma ameaça significativa à integridade do setor, prejudicando consumidores, empresas legalmente estabelecidas e a própria arrecadação tributária do país." O objetivo declarado do debate é produzir um diagnóstico sobre o fenômeno e identificar soluções capazes de fortalecer a economia formal e oferecer segurança jurídica ao segmento.

A audiência reuniu representantes de diferentes frentes do setor. Entre os convidados estavam Khalid Ali, diretor-executivo da International Betting Integrity Association (IBIA); Daniele Correa Cardoso, secretária substituta de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA); Witoldo Hendrich Júnior, presidente da Associação Brasileira de Jogos e Loterias (ABRAJOGO); Waldir Junior, presidente da Associação Internacional de Gaming (AIGAMING); além de representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) e de entidades como a Zela Consulting, o Laboratório de Direitos Humanos e Novas Tecnologias (LAB SUL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), representado por seu diretor e conselheiro André Gelfi.

A preocupação com o mercado clandestino se apoia em dados contundentes. Levantamento da LCA Consultores, elaborado em parceria com o IBJR e o Instituto Locomotiva e divulgado no ano passado, estimou que entre 41% e 51% das apostas realizadas no Brasil acontecem em plataformas sem autorização. Somente no segundo trimestre do período analisado, a perda fiscal decorrente dessa atividade foi estimada entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,7 bilhões — o que projeta um rombo de até R$ 10,8 bilhões em 12 meses. Os pesquisadores, no entanto, reconhecem os limites dos cálculos: como os operadores ilegais atuam na clandestinidade, sem recolhimento de impostos e sem fiscalização, os números exatos são impossíveis de apurar.

O debate no Legislativo ocorre no segundo ano do mercado regulado de apostas esportivas no Brasil. A regulamentação do setor, conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, estabeleceu requisitos de licenciamento, compliance e jogo responsável para operadores que desejam atuar legalmente no país. Apesar do avanço normativo, o combate às bets ilegais permanece como um dos principais desafios do setor — tema que também dominou as discussões no SBC Summit Rio 2026, evento realizado no Rio de Janeiro no início de março.

Fonte original
Com informações de Yogonet Brasil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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