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Arrecadação com apostas e jogos soma R$ 8,747 bi em 7 meses e aponta para R$ 16 bi em 2026

Receita Federal registrou alta de 76,86% no período em relação ao mesmo intervalo de 2025; Copa do Mundo não gerou salto atípico nas receitas de julho.

Publicada em 26 de agosto de 2026, antes da MP 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa em 25/09/2026. O cenário descrito pode ter mudado. Veja o que mudou

Arrecadação com apostas e jogos soma R$ 8,747 bi em 7 meses e aponta para R$ 16 bi em 2026

Imagem ilustrativa gerada por IA

A Receita Federal arrecadou R$ 8,747 bilhões com a tributação de apostas e jogos de azar — incluindo as loterias da Caixa Econômica Federal — entre janeiro e julho de 2026. O montante representa uma alta de 76,86% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a soma havia chegado a R$ 4,946 bilhões. Os números foram divulgados pelo órgão na terça-feira (25/8), no balanço de arrecadação por divisão econômica, e fazem parte da Análise Mensal de julho de 2026, apresentada pelos auditores fiscais Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, e Marcelo Gomide, coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal.

Somente em julho, o setor de exploração de jogos de azar e apostas recolheu R$ 1,463 bilhão, ante R$ 1,385 bilhão em junho — crescimento de 6% na comparação mensal. Os valores incluem tributos federais como IRPJ, CSLL, PIS/Cofins e Contribuição Previdenciária. Os dados também evidenciam um padrão sazonal: queda nas receitas em fevereiro e março, período de Carnaval, seguida de recuperação consistente a partir de abril. Um fator que explica parte desse movimento é a elevação de alíquota ocorrida em março de 2026 — até então, as casas de apostas pagavam 12% sobre o GGR (Gross Gaming Revenue, a receita bruta após o pagamento de prêmios); desde 26 de março, com a entrada em vigor da Lei Complementar nº 224/2025 e o cumprimento da regra da noventena, esse percentual passou a 13%. A legislação ainda prevê novos aumentos graduais, para 14% em 2027 e 15% em 2028.

Copa do Mundo sem efeito explosivo nas apostas

Julho foi o mês da final da Copa do Mundo de 2026, disputada no dia 19, mas o maior evento esportivo do planeta não produziu um salto expressivo na arrecadação. O crescimento de 6% sobre junho ficou em linha com os resultados dos meses anteriores ao torneio — +9,7% em maio e +6,2% em junho — e bem abaixo do avanço de 38,4% registrado em abril, quando a competição ainda nem havia começado. A leitura é de que o desempenho de julho reflete a trajetória de recuperação sazonal já em curso desde abril, potencializada pelo efeito da alíquota maior sobre o GGR, sem um impulso extraordinário atribuível diretamente ao Mundial.

Projeção aponta para mais de R$ 16 bilhões no ano

Para efeito de comparação, a arrecadação total com apostas e jogos de azar em todo o ano de 2025 foi de R$ 9,95 bilhões — sob a alíquota então vigente de 12%. Com R$ 8,747 bilhões já contabilizados nos sete primeiros meses de 2026, o país está próximo de superar esse total antes mesmo do fim do terceiro trimestre, com cinco meses ainda pela frente. Desde abril, os ingressos mensais do setor têm se mantido acima de R$ 1,4 bilhão — com exceção de março. Caso esse ritmo se sustente até dezembro, a arrecadação anual pode ultrapassar R$ 16 bilhões em 2026, o que representaria uma alta superior a 60% em relação ao resultado do ano passado. Paralelamente ao crescimento das receitas, o governo discute medidas como novos aumentos de impostos sobre o setor, restrições a categorias de jogos e limites à publicidade das casas de apostas.

Análise BetNotícias
Arrecadação federal com apostas e jogos de azar (jan-jul 2025 vs 2026)
PeríodoArrecadação (R$ bilhões)Variação
Jan-jul 20254,946—
Jan-jul 20268,747+76,86%
Julho 2025não informado—
Julho 20261,463+6% (m/m vs junho 2026)
Junho 20261,385—
Ano 2025 (completo)9,95—
Projeção 2026 (12 meses)~16+60% vs 2025

O que isso diz sobre o mercado

  • A arrecadação de apostas saltou 76,86% no período de jan-jul 2026 contra 2025 (R$ 8,747 bi vs R$ 4,946 bi), sinalizando que a combinação entre alíquota mais alta (13% desde março) e recuperação efetiva do volume de negócios está potencializando a entrada de tributos federais.
  • Se a performance média de R$ 1,4 bi/mês mantiver-se até dezembro, o Brasil pode arrecadar ~R$ 16 bilhões em 2026 — 60% acima de 2025 — consolidando as apostas como fonte significativa de receita pública, ainda que o efeito da Copa do Mundo tenha sido menor que o esperado.

Entenda os termos

GGR (Gross Gaming Revenue)
Receita bruta das operadoras de apostas, calculada como o total de apostas recebidas menos os prêmios pagos aos apostadores; é a base de cálculo dos tributos federais.
Alíquota de tributo sobre GGR
Percentual de imposto sobre o faturamento bruto das bets; começou em 12% em 2025, passou para 13% a partir de 26 de março de 2026, com aumento previsto para 14% em 2027 e 15% em 2028.
Sazonalidade
Padrão de variação das receitas ao longo do ano devido a fatores regulares, como períodos festivos (Carnaval) e eventos esportivos, que afetam volume e frequência de apostas.
Lei Complementar nº 224/2025
Norma que elevou a alíquota de tributação sobre o GGR das bets de 12% para 13% a partir de 26 de março de 2026, com cronograma de novos aumentos.
Fonte original
Com informações de BNLData →

A apuração deste fato é de BNLData. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.

18+ Conteúdo informativo. Desde 25/09/2026, as apostas de quota fixa estão proibidas no Brasil (MP 1.394). O BetNotícias não opera nem indica apostas. Se o jogo trouxe prejuízo, procure o CAPS mais próximo ou ligue 188 (CVV).