Atualizado 3× ao dia · Apostas proibidas pela MP 1.394: veja os prazos
Regulação

ANJL e IBJR pedem ao STF suspensão da MP que proibiu apostas no Brasil

As duas entidades protocolaram ação no Supremo Tribunal Federal na segunda-feira (28) contra a Medida Provisória nº 1.394, que baniu as apostas esportivas e os cassinos online no país.

ANJL e IBJR pedem ao STF suspensão da MP que proibiu apostas no Brasil

Imagem ilustrativa gerada por IA

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) ingressaram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda-feira (28) pedindo a suspensão imediata da Medida Provisória que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil. O documento foi endereçado ao ministro Luiz Fux, já relator de outros processos relacionados ao setor. As entidades argumentam que a MP carece de demonstração concreta de urgência — requisito jurídico indispensável para a validade desse tipo de instrumento normativo.

Entre os principais argumentos apresentados estão o risco de colapso na arrecadação tributária, a destruição de milhares de empregos e o corte de recursos destinados a políticas públicas nas áreas de esporte, turismo e seguridade social. As organizações também alertam para o risco de migração em massa de usuários para o mercado clandestino, caso as plataformas autorizadas sejam obrigadas a encerrar as operações. "Esse arrependimento legislativo, sem prova de urgência, é oportunista e gravíssimo. Não há dúvida de que gera prejuízos irreparáveis para o próprio país", afirma a petição encaminhada ao STF.

As entidades ressaltam ainda uma contradição direta com a postura anterior do próprio governo federal. O setor foi regulamentado a partir de um projeto de lei enviado pelo Palácio do Planalto ao Congresso em 2023, quando a gestão federal defendia publicamente os benefícios econômicos da legalização. Com base nesse marco regulatório, operadoras desembolsaram R$ 30 milhões por licença de autorização e estruturaram seus negócios sob supervisão estatal. "A mudança abrupta implementada pela Medida Provisória deveria ser acompanhada de demonstração concreta das razões que justificariam abandonar, total ou parcialmente, política que o mesmo Poder Executivo vinha aprofundando até poucas semanas antes", diz o texto da ação. As instituições acusam ainda o governo de violar a segurança jurídica do país.

A MP nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026, vedou novos depósitos nas plataformas a partir da mesma data, determinou a saída dos sites do ar em 5 de outubro, a devolução de saldos aos apostadores até cerca de 14 de outubro e a extinção de todas as autorizações emitidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda em 25 de outubro, sem ressarcimento das outorgas pagas. A medida tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se converter em lei definitiva. O objetivo das entidades perante o STF é que a Corte paralise integralmente os efeitos da MP até que o Legislativo delibere sobre o tema ou até que os demais processos em tramitação sejam julgados, garantindo às operadoras já autorizadas a continuidade das atividades sob o amparo da legislação anterior.

Análise BetNotícias

O que está em jogo

  • ANJL e IBJR acionam o STF pedindo que a MP 1.394 seja suspensa, argumentando ausência de urgência (requisito obrigatório) e violação de segurança jurídica, já que as operadoras desembolsaram R$ 30 milhões por licença sob legislação que o próprio governo havia incentivado meses antes.
  • As entidades alertam que a proibição causará colapso na arrecadação tributária, destruição de milhares de empregos e corte de financiamento a políticas públicas em esporte, turismo e seguridade social, além de impulsionar migração para mercados clandestinos.
  • A estratégia busca que o STF paralise integralmente os efeitos da MP até que o Congresso delibere definitivamente, mantendo as operadoras autorizadas funcionando normalmente.

Entenda os termos

Medida Provisória (MP)
Ato normativo do Executivo que entra em vigor imediatamente, sem aprovação do Congresso, mas precisa ser ratificada em até 60 dias (prorrogáveis); se não aprovada, perde validade.
Marco regulatório
Conjunto de regras legais que estabelecem como um setor deve funcionar; no caso das apostas, a legislação de 2023 que autorizou e regulou as bets sob supervisão estatal.
Segurança jurídica
Princípio que garante aos cidadãos e empresas previsibilidade e confiabilidade nas regras do jogo, evitando mudanças abruptas e arbitrárias.
Outorga
Autorização formal concedida pelo Estado para que uma empresa possa exercer uma atividade regulada; aqui, a permissão para operar bets legalmente.
Fonte original
Com informações de iGaming Brazil →

A apuração deste fato é de iGaming Brazil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.

18+ Conteúdo informativo. Desde 25/09/2026, as apostas de quota fixa estão proibidas no Brasil (MP 1.394). O BetNotícias não opera nem indica apostas. Se o jogo trouxe prejuízo, procure o CAPS mais próximo ou ligue 188 (CVV).