AGU pede 72h ao STF para responder a ações que contestam MP que proíbe bets
A Advocacia-Geral da União solicitou ao ministro Luiz Fux prazo de três dias para se manifestar nas ADIs que questionam a medida provisória que baniu apostas de quota fixa no país.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A AGU (Advocacia-Geral da União) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal, na segunda-feira (28/9), um requerimento solicitando 72 horas para que a Presidência da República e o próprio órgão possam se manifestar sobre as ações que contestam as novas regras do setor de bets. O pedido foi dirigido ao ministro Luiz Fux, relator das Ações Diretas de Inconstitucionalidade de números 7721, 7723 e 7749. O documento foi assinado por Flavio José Roman, Advogado-Geral da União Substituto, e por Isadora Maria Belem Rocha Cartaxo de Arruda, Secretária-Geral de Contencioso.
A solicitação foi apresentada em resposta a pedidos feitos anteriormente ao mesmo ministro pela ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e pelo IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável). As duas entidades haviam requerido a Fux a suspensão imediata dos efeitos da Medida Provisória nº 1.394, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro, até a conclusão da análise pelo Congresso Nacional ou até o julgamento de mérito das ações. A AGU esclareceu que seu requerimento "tem natureza estritamente processual e não antecipa posicionamento sobre o mérito das questões discutidas nas ações", cabendo agora a Fux decidir se concede o prazo antes de se debruçar sobre os pedidos das entidades.
Em suas manifestações ao STF, a ANJL e o IBJR argumentam que a MP produz efeitos imediatos possivelmente irreversíveis e que o governo não teria demonstrado a urgência necessária para sua edição. As organizações afirmam que a medida "gera prejuízos irreparáveis para o próprio país, inclusive e notadamente por conta da deterioração da confiança dos agentes de mercado no ambiente de negócios do Brasil", e criticam o cronograma de desligamento previsto na MP, que não teria deixado às empresas autorizadas "qualquer possibilidade de planejamento estratégico". Os grupos apontam ainda uma contradição: a MP, assinada em 25 de setembro, na prática anula a Lei 14.790/2023, que havia sido sancionada pelo mesmo governo federal dois anos antes para regulamentar o setor.
A MP 1.394 proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de aposta de quota fixa e de jogos online no Brasil. Pelo cronograma da medida, os sites e aplicativos das operadoras sairiam do ar em 6 de outubro, com os saldos dos apostadores devolvidos pelos bancos na sequência e a extinção de todas as autorizações concedidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda prevista para 25 de outubro. A MP tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e depende de aprovação do Congresso Nacional para se converter em lei permanente. Loterias tradicionais, como as operadas pela Caixa Econômica Federal, não foram afetadas pela medida.
O que vem a seguir
- A AGU ganhou 72h adicionais no STF para defender a MP 1.394, adiando uma possível decisão de suspensão dos efeitos da proibição das bets.
- Enquanto o governo prepara sua resposta, a ANJL e IBJR sustentam argumentos sobre irreversibilidade dos danos e falta de urgência — o desfecho dependerá da análise do ministro relator Luiz Fux.
- O cronograma operacional da proibição (sites fora do ar em 6/10) segue enquanto os processos tramitam; a suspensão da eficácia não foi concedida, apenas adiada a discussão.
Entenda os termos
- Medida Provisória (MP)
- Ato do presidente com força de lei que produz efeitos imediatos, válido por 60 dias, prorrogáveis, e precisa de aprovação do Congresso para vigorar permanentemente.
- Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)
- Processo judicial no STF que contesta se uma lei ou ato normativo viola a Constituição; pode resultar em sua anulação.
- AGU (Advocacia-Geral da União)
- Órgão responsável por representar juridicamente a União em processos e defender os atos do governo.
- Suspensão de eficácia
- Decisão que paralisa temporariamente os efeitos práticos de uma lei ou medida até o julgamento final da questão.
A apuração deste fato é de BNLData. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



