Profissionais do iGaming gravam vídeos contra proibição das bets e citam 60 mil empregos
Executivas do setor de apostas lançaram campanha em vídeo contestando a MP 1.394, que baniu as bets no Brasil em 25 de setembro de 2026, e estudam questionamento judicial da medida.
Imagem ilustrativa gerada por IA
Mulheres que atuam em empresas do setor de iGaming se mobilizaram para produzir vídeos em protesto contra a proibição das apostas esportivas e dos jogos online no Brasil. Entre as participantes da iniciativa estão Natalia Nogues, CEO da ControlF5, Laura Morganti, country manager da BetBoom, e Teresa Caeiro, fundadora da AMIG — Associação de Mulheres da Indústria do Gaming. O material foi compartilhado no perfil oficial da associação no Instagram e tem como principal argumento a defesa dos postos de trabalho gerados pelo setor, estimados em 60 mil empregos diretos e indiretos.
A campanha surgiu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros anunciarem, na sexta-feira 25 de setembro de 2026, a Medida Provisória nº 1.394, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país, incluindo apostas esportivas e cassinos online. A decisão foi tomada a nove dias do primeiro turno das eleições municipais. Segundo informações reveladas pela coluna do portal Metrópoles, pesquisas internas do governo apontavam resistência das mulheres às bets, e integrantes da campanha do presidente avaliaram que a iniciativa das executivas também mira o eleitorado feminino.
As empresas do setor veem caráter eleitoral na medida e estudam formas de contestá-la judicialmente. Paralelamente, o segmento busca mobilizar tanto trabalhadores quanto clientes em torno do debate sobre os impactos econômicos da proibição. A MP determinou o encerramento do acesso às plataformas em até dez dias após sua publicação, a devolução integral dos saldos aos apostadores pelas instituições financeiras e a extinção de todas as autorizações concedidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda no prazo de 30 dias. Novas autorizações também ficaram vedadas.
O texto da medida provisória ainda proíbe as instituições financeiras de processar transações ligadas às apostas — salvo as necessárias para encerramento das operações e pagamentos a usuários —, estabelece regras para retirada de publicidade e patrocínios, e responsabiliza provedores de internet, lojas de aplicativos e sistemas operacionais pelo bloqueio de sites. Além disso, cria um comitê interinstitucional para fiscalizar a exploração e a publicidade ilegais. Vale lembrar que as loterias tradicionais, como as operadas pela Caixa Econômica Federal, não foram afetadas pela proibição. A MP tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se converter em lei.
O que está em jogo
- Profissionais do setor usam mobilização pública para questionar a MP 1.394, invocando 60 mil empregos diretos e indiretos como argumento contra a proibição — movimento que também revela disputa sobre a narrativa política da medida.
- O setor estuda contestação judicial da proibição enquanto produz conteúdo dirigido ao eleitorado feminino, sinalizando que empresas e trabalhadores veem a decisão como politicamente reversível.
Entenda os termos
- Medida Provisória (MP)
- Ato normativo de urgência editado pelo Presidente da República que tem força de lei, mas depende de aprovação do Congresso Nacional para continuar vigente.
- Loterias de apostas de quota fixa
- Apostas em que o retorno ao apostador é determinado no momento da colocação da aposta, como nas apostas esportivas e jogos de cassino online.
- iGaming
- Setor de apostas e jogos online, incluindo apostas esportivas, cassino virtual e demais atividades de jogos pela internet.
A apuração deste fato é de iGaming Brazil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



