Polícia Civil de SP prende três por fraude e lavagem com apostas ilegais on-line
Operação Disque 151 cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão; Justiça autorizou bloqueio patrimonial de até R$ 154 milhões.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos na manhã desta terça-feira (13/10) durante a Operação Disque 151, voltada a desarticular um grupo investigado por explorar plataformas ilegais de apostas on-line, cometer fraudes financeiras e lavar dinheiro. A ação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), por meio da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG). Além das três prisões temporárias, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, duas ordens de quebra de sigilo bancário e duas de quebra de sigilo telemático.
A investigação teve origem em reclamações registradas na Fundação Procon-SP contra as plataformas digitais suspeitas. Ao longo do período apurado, o DEIC considerou cerca de 10 milhões de registros de queixas e relacionou mais de 10 milhões de apostadores e vítimas às operações investigadas. O rastreamento financeiro identificou R$ 38,5 milhões em transações bancárias monitoradas; desse total, R$ 14,05 milhões tiveram o fluxo integralmente mapeado pelos investigadores. Com base nas evidências levantadas, a Justiça autorizou medidas de constrição patrimonial contra seis pessoas físicas e cinco pessoas jurídicas, com valor máximo estimado de bloqueio de R$ 154 milhões.
O caso ilustra os riscos associados às plataformas que operam à margem da regulação. O mercado brasileiro de apostas de quota fixa foi regulamentado ao longo de 2025, sob supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que passou a autorizar e fiscalizar operadores. Ainda assim, sites sem autorização continuaram a captar apostadores, expondo consumidores a fraudes e dificultando o rastreamento dos recursos movimentados. Plataformas ilegais costumam escapar das obrigações de conformidade financeira e de proteção ao usuário exigidas dos operadores licenciados.
O cenário do setor passou por nova reviravolta em setembro de 2026, quando a Medida Provisória nº 1.394 proibiu as apostas de quota fixa no Brasil — incluindo apostas esportivas e cassinos on-line. A MP, que veda novos depósitos desde 25 de setembro e prevê a extinção de todas as autorizações da SPA em 25 de outubro de 2026, reforça a relevância de investigações como a Operação Disque 151: organizações criminosas que já atuavam fora da lei tendem a explorar períodos de transição regulatória para ampliar sua atuação. A MP tem validade de 60 dias, prorrogáveis por igual período, e ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se converter em lei.
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Reclamações Procon-SP consideradas | cerca de 10 milhões |
| Apostadores e vítimas relacionados | mais de 10 milhões |
| Transações bancárias monitoradas | R$ 38,5 milhões |
| Transações com fluxo rastreado | R$ 14,05 milhões |
| Bloqueio patrimonial autorizado (máximo) | R$ 154 milhões |
| Mandados de prisão temporária | 3 |
| Mandados de busca e apreensão | 6 |
| Pessoas físicas com constrição | 6 |
| Pessoas jurídicas com constrição | 5 |
| Medidas de quebra de sigilo bancário | 2 |
| Medidas de quebra de sigilo telemático | 2 |
O que isso diz sobre o mercado
- A operação evidencia que as plataformas ilegais de apostas seguem em atividade mesmo após a proibição pela MP 1.394, canalizando recursos de milhões de apostadores sem regulação; os valores bloqueados indicam estrutura criminosa de grande porte.
- As 10 milhões de reclamações ao Procon mostram volume massivo de reclamações de consumidores enganados, sugerindo que a fraude afeta apostadores em larga escala — contas bloqueadas, saques retidos ou dados expostos são efeitos esperados em esquemas dessa magnitude.
Entenda os termos
- Medida de bloqueio patrimonial (constrição)
- Ordem judicial que proíbe que bens e recursos financeiros sejam movimentados ou alienados, visando à preservação de patrimônio para futuras reparações de danos ou confisco em processo criminal.
- Quebra de sigilo bancário
- Autorização judicial para que investigadores acessem registros de contas bancárias e transações financeiras, ultrapassando o direito à privacidade garantido pelo contrato entre banco e cliente.
- Quebra de sigilo telemático
- Determinação judicial que permite acesso a registros de comunicações eletrônicas, incluindo e-mails, mensagens e metadados de plataformas digitais, para fins de investigação criminal.
A apuração deste fato é de BNLData. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



