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Pesquisa revela que 42% das mulheres brasileiras apostam ou já apostaram

Levantamento "Mulheres & Bets" ouviu mais de 2 mil brasileiras e aponta que mães apostam 1,6 vez mais do que mulheres sem filhos, enquanto cassinos online preocupam pesquisadores pelo risco de vício.

Publicada em 18 de agosto de 2026, antes da MP 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa em 25/09/2026. O cenário descrito pode ter mudado. Veja o que mudou

Pesquisa revela que 42% das mulheres brasileiras apostam ou já apostaram

Imagem ilustrativa gerada por IA

Um estudo inédito sobre o comportamento feminino no mercado de apostas revelou que 42% das mulheres brasileiras apostam ou já apostaram em algum momento. O levantamento, intitulado "Mulheres & Bets", foi produzido pelo estúdio de pesquisa Clarice em parceria com o Instituto Estratégia Latina e o Instituto de Pesquisa IDEIA, com o objetivo de mapear a relação do público feminino com as apostas de quota fixa no Brasil. A coleta de dados ocorreu em julho e envolveu 2.008 entrevistas quantitativas, além de 20 grupos qualitativos com 60 participantes.

Mães apostam mais — e por razões práticas

Um dos achados mais expressivos da pesquisa é que mães apostam cerca de 1,6 vez mais do que mulheres sem filhos. Para Beatriz Della Costa, cofundadora da Clarice, o dado reflete uma motivação essencialmente financeira e cotidiana. "As mães que apostam, não apostam para serem a Virgínia, como as pessoas ficam achando. Elas apostam para pagar o bolo do aniversário, para ir comer num japonês, para pedir um delivery, para comprar material escolar. É como se fosse a terceira renda", explicou a pesquisadora. O estudo também constatou que essas mulheres relatam menos vergonha de apostar do que as sem filhos — embora, quando exageram, o sentimento predominante seja o de culpa. "Elas têm mais vergonha porque estão botando em risco o papel destinado a elas. Elas se sentem falhando, inclusive, como mães", afirmou Della Costa.

Impacto indireto do jogo compulsivo

A pesquisa também ilumina o lado do entorno familiar: 12% das mulheres que nunca apostaram declararam já ter arcado com despesas de parentes que enfrentaram problemas de compulsão em jogos. O dado evidencia que o impacto do jogo problemático não se restringe a quem aposta, mas se estende à rede de pessoas próximas — com ônus financeiro recaindo, com frequência, sobre outras mulheres da família.

Cassino online no centro das preocupações

O levantamento identificou ainda que as mulheres têm preferência por slots e outros jogos de cassino digital em detrimento das apostas esportivas tradicionais. Com base nesse perfil, os pesquisadores recomendam que o ambiente regulatório imponha restrições mais rígidas aos cassinos online do que às apostas esportivas. Della Costa justifica a preocupação: "As apostas esportivas têm um processo mais longo. Você faz a aposta e espera o jogo acontecer. O cassino online é muito mais rápido, muito mais acessível, e é uma porta de entrada muito mais rápida para o vício." O alerta chega em momento sensível para o setor: a regulamentação do mercado de apostas no Brasil, conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, segue em curso em 2025, com debates ainda em aberto sobre os limites permitidos para jogos de cassino nas plataformas licenciadas.

Análise BetNotícias
Perfil de participação feminina em apostas
MétricaValor
Mulheres que apostam ou já apostaram42%
Total de mulheres entrevistadas2.008
Participantes em grupos qualitativos60
Taxa de apostas: mães vs. sem filhos1,6x maior para mães
Mulheres que nunca apostaram mas arcaram com despesas de familiares com problemas de compulsão12%

O que isso diz sobre o mercado

  • Mulheres representam parcela material do mercado regulado de apostas — 42% já apostaram — e têm padrão de consumo diferente do público masculino, preferindo cassinos digitais sobre apostas esportivas.
  • Pesquisa aponta risco regulatório específico: cassinos online favorecem vício rápido e acessível, especialmente entre mães que usam apostas como renda complementar, sugerindo necessidade de restrições asimétricas por modalidade.
  • Dimensão social do consumo feminino revela impacto familiar: 12% de mulheres não apostadoras já sustentaram despesas de parentes com compulsão, indicando que problema de jogo transborda para círculo próximo.

Entenda os termos

Apostas de quota fixa
Modalidade de apostas em que o retorno é definido previamente, conforme a probabilidade fixada pela operadora no momento da aposta.
Compulsão em jogos
Transtorno de controle de impulsos em que o indivíduo continua apostando apesar das consequências negativas, sem capacidade de interrupção voluntária.
Slots
Máquinas caça-níqueis ou jogos de azar digital baseados em sorteio, com resultado instantâneo e apelo visual intenso.
Cassino online
Plataforma digital que oferece jogos de azar como slots, roleta, blackjack e outros, com resultados rápidos e mecanismo de aposta contínua.
Fonte original
Com informações de Focus Gaming News Brasil →

A apuração deste fato é de Focus Gaming News Brasil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.

18+ Conteúdo informativo. Desde 25/09/2026, as apostas de quota fixa estão proibidas no Brasil (MP 1.394). O BetNotícias não opera nem indica apostas. Se o jogo trouxe prejuízo, procure o CAPS mais próximo ou ligue 188 (CVV).