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Regulação

Mais de 5 milhões de brasileiros estão bloqueados para apostar em bets, diz ministro

O ministro Dario Durigan revelou que beneficiários de programas sociais, participantes do Desenrola Brasil e usuários autoexcluídos somam mais de 5 milhões de pessoas impedidas de acessar plataformas de apostas no país.

Publicada em 16 de agosto de 2026, antes da MP 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa em 25/09/2026. O cenário descrito pode ter mudado. Veja o que mudou

Mais de 5 milhões de brasileiros estão bloqueados para apostar em bets, diz ministro

Imagem ilustrativa gerada por IA

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, divulgou nesta quinta-feira (13) que mais de 5 milhões de brasileiros estão impedidos de realizar apostas nas plataformas reguladas do país. O levantamento considera três grupos principais cadastrados no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), administrado pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA): beneficiários de programas sociais, participantes do programa Desenrola Brasil e usuários que solicitaram voluntariamente a própria exclusão das plataformas. Ao comentar as medidas, o ministro enquadrou a política pública dentro de uma lógica de desestímulo ao jogo. "A gente chega a um total de mais de 5 milhões de pessoas impedidas, obstaculizadas, excluídas do jogo no Brasil nesse compromisso de ir tratando as bets como cigarro, em desincentivo ao jogo no País", afirmou Durigan.

Como o número se divide

O grupo mais numeroso é composto por aproximadamente 3 milhões de beneficiários de programas sociais do governo federal, cuja restrição é imposta de forma automática pela regulamentação vigente. Em segundo lugar estão cerca de 1,2 milhão de pessoas que pediram a autoexclusão diretamente junto à SPA — mecanismo pelo qual o próprio apostador solicita ser bloqueado das plataformas. Por fim, aproximadamente 800 mil pessoas que aderiram ao Desenrola Brasil, programa voltado à renegociação de dívidas, também integram o cadastro de restrições. A soma dos três grupos resulta no total superior a 5 milhões apresentado pelo ministro.

Restrições regulatórias não entram na conta

Vale destacar que o número divulgado por Durigan não abrange todas as categorias de pessoas proibidas de apostar no Brasil. A regulamentação do mercado, estruturada sob a chamada Lei das Bets e supervisionada pela SPA — órgão vinculado ao Ministério da Fazenda —, também veda o acesso de agentes públicos ligados ao setor de apostas, além de atletas profissionais, árbitros, dirigentes, fiscais e técnicos esportivos. Esses grupos formam uma categoria separada e não foram contabilizados nos dados apresentados pelo ministro, o que significa que o universo total de brasileiros com algum tipo de restrição às plataformas é ainda maior do que os 5 milhões mencionados.

Operações da PF e transparência no setor

Na mesma ocasião, Durigan confirmou que a SPA prestou apoio a duas operações deflagradas pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13). Uma delas envolveu a Pixbet, apontada pelo governo como empresa que operava de forma ilegal; o Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata das atividades da empresa e a devolução dos valores aos apostadores. A segunda operação teve como alvo uma empresa que havia obtido autorização do Ministério da Fazenda, mas cuja atuação foi posteriormente suspensa por medida cautelar no curso de um processo de fiscalização. O ministro também anunciou a disponibilização pública de documentos relativos às bets autorizadas, incluindo aquelas que obtiveram licença por via judicial, ampliando o acesso da sociedade às informações sobre o processo de regulação do setor.

Análise BetNotícias
Composição dos 5+ milhões de brasileiros bloqueados para apostar em bets (Sigap)
Grupo de restriçãoQuantidade aproximada
Beneficiários de programas sociais3 milhões
Pessoas que solicitaram autoexclusão1,2 milhão
Pessoas que aderiram ao Desenrola Brasil800 mil

O que isso diz sobre o mercado

  • Mais de 5 milhões de brasileiros já estão registrados no Sigap como impedidos de apostar, compondo uma base ativa de restrições que inclui beneficiários de políticas sociais, adeptos voluntários de autoexclusão e participantes de programa de renegociação de dívidas.
  • O governo amplia a dimensão de controle ao divulgar esses números, evidenciando que a política de desincentivo ao jogo ultrapassa as restrições legais e abarca grupos vulneráveis e autodeterminados.
  • O número divulgado não inclui outras categorias bloqueadas por regulamentação (agentes públicos, atletas profissionais, árbitros, dirigentes, fiscais e técnicos esportivos), indicando que o total real de pessoas impedidas é substancialmente maior.

Entenda os termos

SIGAP
Sistema de Gestão de Apostas — base de dados centralizada que registra pessoas impedidas de apostar em plataformas reguladas no Brasil, mantida pela SPA.
SPA
Secretaria de Prêmios e Apostas — órgão do Ministério da Fazenda responsável pela autorização, fiscalização e controle do mercado regulado de apostas no país.
Autoexclusão
Direito do apostador de solicitar voluntariamente bloqueio de sua conta junto à SPA, impedindo acesso às plataformas de apostas por período determinado.
Desenrola Brasil
Programa federal de renegociação e quitação de dívidas que, como efeito colateral, bloqueia participantes do acesso às plataformas de apostas reguladas.
Fonte original
Com informações de ConexãoBet →

A apuração deste fato é de ConexãoBet. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.

18+ Conteúdo informativo. Desde 25/09/2026, as apostas de quota fixa estão proibidas no Brasil (MP 1.394). O BetNotícias não opera nem indica apostas. Se o jogo trouxe prejuízo, procure o CAPS mais próximo ou ligue 188 (CVV).