Flamengo encerra protesto contra proibição das bets e volta a exibir Flamengo TV na camisa
Após estampar "Proibir não é proteger" nas duas últimas rodadas do Brasileirão, o clube substitui a mensagem pela marca do seu canal no YouTube para o duelo com o Estudiantes, pela Libertadores.
Foto: Володимир Король / Pexels
O Flamengo decidiu encerrar sua campanha de contestação pública contra a Medida Provisória nº 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil. Na partida desta quinta-feira (15/10) contra o Estudiantes, pela semifinal da Copa Libertadores, em La Plata, o espaço de patrocinador máster da camisa do clube voltará a exibir a marca da Flamengo TV — canal oficial do Flamengo no YouTube, dedicado à transmissão de jogos, treinos e programas institucionais —, deixando de lado a mensagem de protesto.
Nas duas rodadas anteriores do Campeonato Brasileiro, diante de Santos e Fluminense, o clube rubro-negro havia estampado no peito da camisa a frase "Proibir não é proteger", em referência direta à MP que vedou a operação das casas de apostas no país a partir de 25 de setembro de 2026. No clássico contra o Fluminense, a ação ganhou dimensão maior: o tricolor participou conjuntamente da iniciativa e três faixas com o mesmo slogan foram exibidas pela torcida do Flamengo nas arquibancadas, segundo informações do Globo Online.
Em paralelo ao protesto nas camisas, cresce a movimentação nos bastidores em busca de uma saída para o impasse entre clubes de futebol e o governo federal. O deputado Eduardo Bandeira de Mello (PV), ex-presidente do Flamengo, passou a ser procurado tanto por dirigentes do futebol quanto por interlocutores do governo para atuar como mediador no conflito. Sua experiência na gestão esportiva, o relacionamento com lideranças de clubes e a passagem pelo BNDES são apontados como credenciais para o papel. Na quarta-feira (14/10), o parlamentar participou de uma reunião em Niterói, onde teve uma conversa breve com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Além da questão das bets, Bandeira de Mello deve se engajar na campanha do presidente Lula no Rio de Janeiro.
A MP 1.394 proibiu as apostas esportivas e os jogos de cassino online no Brasil, encerrando o ciclo de regulamentação implementado ao longo de 2025. Desde 25 de setembro, novos depósitos estão vedados; os sites das operadoras devem sair do ar em 5 de outubro; a devolução de saldos aos apostadores pelos bancos está prevista para ocorrer até cerca de 14 de outubro; e todas as autorizações concedidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda serão extintas em 25 de outubro, sem devolução de outorga. A medida tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar lei permanente.
Para os clubes brasileiros, a proibição representa a perda de uma importante fonte de receita: as bets haviam se consolidado como patrocinadoras relevantes do futebol nacional durante o período de regulamentação. A busca por mediação política, liderada por figuras como Bandeira de Mello, indica que o setor esportivo tenta encontrar caminhos institucionais para reverter ou amenizar os efeitos da MP antes que suas disposições se tornem definitivas.
Por que isso importa
- O Flamengo encerra sua manifestação pública contra a proibição das bets, sinalizando que a disputa entre clubes de futebol e governo segue nos bastidores por via política, não mais nas camisas. A intermediação de dirigentes como Eduardo Bandeira de Mello aponta para uma estratégia de negociação dentro da estrutura governamental enquanto a MP 1.394 segue em vigor.
Entenda os termos
- Medida Provisória
- Ato normativo do Poder Executivo que tem força de lei imediatamente, mas depende de aprovação do Congresso Nacional para continuar valendo; pode vigorar por até 120 dias, prorrogáveis.
A apuração deste fato é de BNLData. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



