Executivo da Lindau Gaming defende transparência do mercado regulado de apostas
CFO e Diretor Jurídico da operadora afirma que casas licenciadas no Brasil operam sob escrutínio total de órgãos como TCU, Banco Central e Coaf — e que o sigilo protege apenas a irregularidade.
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Em meio ao debate público sobre um suposto "sigilo" imposto por casas de apostas sobre suas informações e documentos, Luciano Casalli, CFO e Diretor Jurídico da Lindau Gaming Brasil S.A., veio a público defender que o mercado devidamente regulamentado não opera em opacidade. Com mais de duas décadas de atuação jurídica, ele afirma ser necessário "separar, de forma definitiva, o joio do trigo" e garantir que "para as operações regulamentadas e sérias, não existe caixa-preta".
Segundo Casalli, as empresas que obtiveram licença para operar no Brasil estão submetidas a auditorias rigorosas e contínuas conduzidas pelos principais órgãos de controle do Estado, entre eles o Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central, a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O executivo ressalta que fluxos financeiros e estruturas societárias das operadoras licenciadas passam por "escrutínio implacável", sem espaço para ocultação de dados. O próprio TCU, segundo ele, apontou em dados recentes que uma parcela significativa do mercado ainda tenta atuar na clandestinidade.
O contexto do debate se insere em um momento sensível para o setor. O mercado de apostas esportivas de quota fixa foi regulamentado no Brasil pela Lei nº 14.790/2023, e a operação legal das chamadas "bets" passou a exigir licença federal concedida pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda. Para obter a autorização, as empresas precisam comprovar solidez financeira, estrutura de compliance e conformidade com regras de prevenção à lavagem de dinheiro — exatamente os critérios que, segundo Casalli, afastam qualquer comparação entre operadoras licenciadas e aquelas que atuam à margem da lei.
Em nome da Lindau Gaming Brasil, o executivo reafirma o apoio irrestrito à fiscalização estatal e enquadra a transparência não apenas como obrigação regulatória, mas como elemento central da governança da empresa. "O sigilo não protege o mercado; ele protege a irregularidade", escreveu Casalli. Para ele, a regulamentação cumpre o papel de blindar a sociedade e o apostador, assegurando que apenas empresas com responsabilidade jurídica e compliance robusto possam operar. "Quem atua com integridade e respeito às leis brasileiras não tem o que esconder", conclui.
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