Carlos Lima é o novo presidente executivo do IBJR em momento-chave da regulação
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável formalizou a nomeação do executivo, que assume com foco em governança, combate ao mercado ilegal e jogo responsável.
Imagem ilustrativa gerada por IA
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) anunciou oficialmente Carlos Lima como seu novo presidente executivo. A nomeação acontece em um momento considerado estratégico para o setor: o mercado brasileiro de apostas esportivas e jogos online vive uma fase de consolidação após a estruturação do arcabouço regulatório federal, conduzido pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda. Lima chega com histórico nas áreas de relações governamentais, advocacy e formulação de políticas públicas, com o mandato de ampliar o diálogo entre a iniciativa privada, reguladores e o poder público.
Agenda institucional e defesa do ambiente regulado
Entre as atribuições centrais do novo presidente estará a construção de uma agenda técnica voltada ao aperfeiçoamento das normas do setor, com interlocução junto ao Governo Federal, ao Congresso Nacional, a entidades reguladoras e à sociedade civil. Em declaração divulgada pelo instituto, Lima destacou sua visão sobre o caminho para a maturidade do mercado: "O amadurecimento do mercado de apostas no Brasil exige uma atuação baseada em dados, transparência, governança e segurança jurídica. O ambiente regulado é a principal ferramenta para garantir a proteção dos consumidores, a integridade da atividade e o desenvolvimento sustentável do setor." O executivo também defende que a regulamentação deve ser vista como um mecanismo de proteção ao apostador, não apenas como um conjunto de obrigações para as empresas. Operadores licenciados são obrigados a cumprir exigências de prevenção à lavagem de dinheiro, proteção de dados, combate à fraude e adoção de políticas de jogo responsável — requisitos inexistentes nas plataformas que operam à margem da lei. "A regulamentação funciona como um selo de confiança para o consumidor. Ela estabelece padrões de conformidade, proteção e responsabilidade que simplesmente não existem no mercado ilegal", afirmou Lima.
André Gelfi permanece no conselho
A chegada de Lima à presidência executiva não significa a saída de André Gelfi da entidade. Cofundador do IBJR e uma das principais referências no processo de regulamentação das apostas esportivas no Brasil, Gelfi continuará na estrutura da organização como membro do Conselho e diretor. A permanência é interpretada pelo instituto como garantia de continuidade às iniciativas já em curso e preservação do relacionamento construído com autoridades, operadores e demais agentes do setor ao longo dos anos.
Combate ao ilegal e jogo responsável como pilares
Duas frentes ganham destaque na pauta da nova gestão: o enfrentamento às plataformas clandestinas e o fortalecimento das ações de jogo responsável. Segundo o IBJR, operadores ilegais representam risco direto ao consumidor por não adotarem qualquer padrão de segurança ou política de proteção, além de gerarem concorrência desleal com empresas licenciadas que recolhem tributos e cumprem exigências regulatórias. Já na frente do jogo responsável, o instituto defende que ferramentas como limites de apostas, autoexclusão e conteúdo educativo devem avançar em paralelo com a expansão do mercado regulado. O IBJR reúne entre seus membros operadoras como bet365, Betano, BetMGM, Betsson Group, Sportingbet, Betfair, Betnacional, KTO e Novibet, além de empresas associadas dos segmentos de tecnologia, pagamentos e marketing voltados à indústria de apostas.
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