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CTO da SOFTSWISS aponta 5 erros de planejamento que travam operadoras de iGaming

Sergey Katsukevich, diretor de Tecnologia da SOFTSWISS, elenca os principais pontos cegos que operadoras e provedores ignoram ao coordenar negócios e engenharia — e o preço que pagam por isso.

CTO da SOFTSWISS aponta 5 erros de planejamento que travam operadoras de iGaming

Imagem ilustrativa gerada por IA

A pressão por lançamentos rápidos, entrada em novos mercados e antecipação à concorrência é uma realidade para qualquer operadora de iGaming. O problema, segundo Sergey Katsukevich, diretor de Tecnologia da SOFTSWISS, é que essa urgência frequentemente colide com as responsabilidades das equipes de engenharia, que precisam garantir que a plataforma continue funcional meses depois do go-live. Em artigo preparado para o Tech Race Summit 2026, evento marcado para 10 de setembro em Varsóvia, Katsukevich listou cinco pontos que operadoras e provedores costumam negligenciar ao planejar o trabalho de suas equipes de tecnologia.

Velocidade de lançamento pode comprometer a base técnica

O primeiro alerta diz respeito à ilusão de que uma primeira versão funcional é suficiente. "O mundo empresarial sempre quer as coisas rápidas, de alta qualidade e baratas. Mas você só pode escolher duas dessas três características", afirma Katsukevich. Na prática, o que parece uma pequena atualização no roadmap pode exigir uma reconstrução completa do sistema — um custo que se multiplica quanto mais tarde for enfrentado. O executivo também destaca que a escalabilidade não é uma configuração ativada sob demanda, mas uma decisão arquitetônica tomada desde o início do projeto. Cada novo mercado, método de pagamento ou integração adicionada depois do lançamento carrega implicações de carga que raramente aparecem no briefing original.

Dívida técnica e tecnologia obsoleta são riscos de negócio

Outros dois pontos da lista tratam de problemas que costumam ser relegados às discussões internas de TI, mas que têm impacto direto nos resultados comerciais. A dívida técnica — atalhos e correções aplicados sob pressão de prazo — não desaparece: ela se acumula até que lançamentos fiquem mais lentos, bugs se tornem mais difíceis de corrigir e uma simples requisição de funcionalidade passe a consumir três meses em vez de três semanas. De forma semelhante, sistemas legados que "ainda funcionam" criam dependências que bloqueiam decisões de produto e dificultam integrações com novas tecnologias. A recomendação de Katsukevich é reformular o argumento para a área de negócios: em vez de perguntar "o que ganhamos com a atualização?", a questão deve ser "o que evitamos ao não atualizar?".

Pesquisa não é luxo, é proteção contra a estagnação

O quinto ponto aborda o tempo dedicado à exploração de novas possibilidades. Katsukevich cita que a OpenAI dedicou mais de cinco anos à pesquisa fundamental antes de o ChatGPT se tornar um produto global, e que grandes empresas como o Google mantêm laboratórios voltados a ideias que podem nunca chegar aos usuários finais. Para o executivo, equipes menores que descartam esse modelo por considerá-lo um luxo acabam sempre na posição reativa: quando uma tecnologia deixa de ser curiosidade e se torna essencial — como ocorreu com a inteligência artificial nos últimos dois anos —, quem não pesquisou antes se vê em desvantagem. "O gargalo não é mais como construir algo, mas sim o que exatamente construir", resume. O Tech Race Summit 2026, que reúne palestrantes da AWS, Google, Oracle, Cloudflare e outras empresas, acontece em 10 de setembro em Varsóvia.

Fonte original
Com informações de Focus Gaming News Brasil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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