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Jogo Responsável

Betsson defende proteção dos funcionários como parte do jogo responsável corporativo

Dario Evangelista, Deputy General Counsel do Betsson Group, argumenta que o bem-estar das equipes é uma extensão natural da responsabilidade corporativa — e não pode ficar à sombra das políticas voltadas aos clientes.

Betsson defende proteção dos funcionários como parte do jogo responsável corporativo

Imagem ilustrativa gerada por IA

O setor de iGaming acumulou, nos últimos anos, avanços consideráveis em estruturas de proteção ao jogador. Mas um grupo tem ficado fora desse radar: os próprios funcionários das operadoras. Dario Evangelista, Deputy General Counsel do Betsson Group, defende que essa lacuna precisa ser corrigida — e que o bem-estar das equipes deve ser encarado como uma extensão direta do compromisso corporativo com a responsabilidade no jogo.

Em entrevista ao SBC Notícias Brasil, concedida como parte da série de conversas com palestrantes confirmados do SBC Summit 2026, Evangelista argumenta que profissionais das áreas de jogo responsável, atendimento ao cliente, compliance, jurídico e regulação estão expostos cotidianamente a situações emocionalmente desgastantes. "O efeito cumulativo desse trabalho não deve ser subestimado", afirma o executivo. Para ele, funcionários bem treinados e amparados estão mais aptos a tomar decisões acertadas e a lidar com interações sensíveis — o que, por consequência, fortalece também a proteção dos clientes. No SBC Summit 2026, ele integrará o painel "Is the Industry Closing Its Eyes to Gambling Harm in Its Own Workforce?", dedicado justamente a discutir os danos relacionados ao jogo entre trabalhadores da indústria.

Riscos diferentes para ambientes diferentes

Evangelista traça uma distinção entre os riscos enfrentados por trabalhadores de cassinos físicos e os de operações online. Enquanto os primeiros podem vivenciar situações presenciais imediatas — incluindo agressões e ocorrências de segurança —, os profissionais do ambiente digital lidam com alto volume de interações, casos complexos de jogo responsável e exposição prolongada a comportamentos problemáticos de clientes. "Ambos os ambientes podem gerar exigências emocionais e psicológicas, mas o apoio e as salvaguardas adequados podem ser diferentes", pondera. Para o executivo, não existe um modelo único aplicável a todas as funções: treinamento, supervisão e suporte devem refletir a natureza de cada cargo.

Políticas internas e canais confidenciais

Do ponto de vista de governança, Evangelista é categórico ao defender que operadoras devem ter políticas formais que regulem ou restrinjam a participação de funcionários em produtos da própria empresa. No Betsson Group, essas regras fazem parte de uma estrutura mais ampla que engloba conduta dos colaboradores, compliance e gestão de conflitos de interesse. O executivo ressalta, porém, que tais políticas não partem de desconfiança: seu objetivo é proteger o funcionário, resguardar informações sensíveis e preservar a integridade das operações. Quanto aos canais de apoio, ele defende que o ponto de partida é separar claramente a busca por ajuda de qualquer ocorrência de má conduta. "Buscar assistência não deve, por si só, ser tratado como uma irregularidade", diz Evangelista. Programas de assistência ao funcionário, aconselhamento independente e contatos de RH fora da linha hierárquica direta são exemplos de mecanismos que podem garantir confidencialidade real e encorajar colaboradores a procurar suporte antes que o problema se agrave.

O papel dos reguladores e o próximo passo do setor

Sobre a atuação dos órgãos reguladores, Evangelista defende uma abordagem proporcional e focada em resultados, sem simplesmente replicar para os funcionários as exigências de proteção ao cliente. No Brasil, o mercado regulado de apostas esportivas e jogos online passou por uma reestruturação profunda a partir de 2025, com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda assumindo o papel central de licenciamento e fiscalização — o que torna o debate sobre padrões internos de governança ainda mais relevante para operadoras que atuam no país. Para Evangelista, o sinal mais claro de progresso no setor será quando o bem-estar dos funcionários for tratado "como uma extensão natural do compromisso mais amplo de uma empresa com responsabilidade e sustentabilidade" — e não como um item secundário de agenda.

Fonte original
Com informações de SBC Notícias Brasil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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