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Mercado & Negócios

ANJL rebate estudo do Comsefaz sobre perdas de R$ 62,5 bi com apostas

Associação do setor questiona metodologia e dados utilizados pelo comitê de secretários estaduais de fazenda, apontando divergências com números oficiais da regulação federal.

ANJL rebate estudo do Comsefaz sobre perdas de R$ 62,5 bi com apostas

Imagem ilustrativa gerada por IA

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) divulgou nota contestando um levantamento do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), publicado na quinta-feira, dia 6. O estudo estimou que as famílias brasileiras transferiram, via Pix, cerca de R$ 62,5 bilhões a mais do que receberam de volta de plataformas de apostas de quota fixa ao longo de 2025. Para a ANJL, as conclusões "não correspondem à realidade do mercado de apostas" e foram produzidas com falhas metodológicas.

Um dos principais argumentos da entidade é a comparação com os dados oficiais da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF). Segundo a ANJL, o Gross Gaming Revenue (GGR) — ou receita bruta de jogos — registrado pelas operadoras em 2025 foi de aproximadamente R$ 37 bilhões, valor praticamente a metade do estimado pelo Comsefaz. A associação sustenta, com base nessa discrepância, que "não procede" a afirmação de que as famílias perderam R$ 62,5 bilhões para as casas de apostas no período.

A ANJL também apontou que o estudo do Comsefaz utilizou dados de transferências de pessoas físicas para pessoas jurídicas classificadas em quatro segmentos — artes, cultura, esportes e recreação —, conjunto que abrange uma ampla gama de prestadores de serviços de entretenimento, não apenas empresas de apostas. Além disso, a entidade alegou que o levantamento ignorou fatores como o aumento da bancarização no país e a substituição progressiva de outros meios de pagamento pelo Pix, o que naturalmente eleva o volume de transações em todos os setores da economia. Outro ponto destacado foi a ausência de separação entre movimentações de operadores licenciados e aquelas associadas a plataformas ilegais — entre outubro de 2024 e dezembro de 2025, período coberto pelo estudo, a própria SPA/MF bloqueou 25 mil sites de apostas ilegais e encerrou pelo menos 550 contas bancárias.

O mercado regulado de apostas esportivas no Brasil passou por uma profunda transformação recente. A regulamentação do setor, baseada na Lei 14.790/2023, entrou em vigor em janeiro de 2025, com a SPA/MF assumindo o papel de órgão fiscalizador e responsável pelo licenciamento das operadoras. Desde então, o governo federal tem divulgado periodicamente dados oficiais sobre o desempenho do setor, que a ANJL considera o "retrato fiel" da indústria. Para a associação, análises que não distinguem o mercado regulado do ilegal, nem separam as apostas de outros segmentos de entretenimento, geram, em suas palavras, "uma miopia sobre o mercado legalizado" e representam divulgações "irresponsáveis, tendenciosas e generalistas".

Fonte original
Com informações de SBC Notícias Brasil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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