ABRAJOGO critica exclusão do setor de apostas em reunião no Planalto
A associação repudiou a ausência de representantes do mercado regulado e da própria Secretaria de Prêmios e Apostas no encontro convocado pelo presidente Lula para debater impactos das bets.
Publicada em 02 de setembro de 2026, antes da MP 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa em 25/09/2026. O cenário descrito pode ter mudado. Veja o que mudou
Imagem ilustrativa gerada por IA
A Associação Brasileira dos Operadores e Provedores Internacionais de Jogos (ABRAJOGO) emitiu nota de repúdio após a realização, na última terça-feira (1º), de uma reunião no Palácio do Planalto sobre os impactos das apostas eletrônicas na sociedade brasileira — sem que nenhuma entidade representativa do setor regulado fosse convidada a participar. O encontro, convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu representantes de entidades religiosas, do setor produtivo, das áreas da saúde e da cultura, além de organizações de defesa do consumidor.
A ausência que mais chamou atenção da ABRAJOGO, além da do próprio setor, foi a da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda — órgão federal responsável pela autorização, regulamentação, monitoramento e fiscalização das empresas que operam legalmente no país. Para a associação, excluir tanto o regulador quanto os agentes regulados de um debate que pode subsidiar políticas públicas com reflexos diretos sobre consumidores, trabalhadores e toda a cadeia econômica do setor compromete a qualidade e a pluralidade das decisões que venham a ser tomadas.
Em sua nota, a ABRAJOGO reconhece a legitimidade de discussões sobre endividamento, comportamentos de risco, proteção de públicos vulneráveis, publicidade responsável e segurança do consumidor. No entanto, a entidade defende que essas questões não podem ser analisadas sem uma distinção objetiva entre as plataformas autorizadas — que cumprem uma ampla estrutura de obrigações legais, fiscais e técnicas, como identificação de usuários, mecanismos de autoexclusão, prevenção à lavagem de dinheiro e certificação de sistemas — e os sites clandestinos, que operam à margem de qualquer controle estatal. Segundo a associação, ignorar essa diferença pode, na prática, favorecer justamente os operadores ilegais, que não estão sujeitos às mesmas exigências.
O mercado federal de apostas esportivas e jogos online foi regulamentado no Brasil a partir de 2025, quando a SPA passou a conceder licenças de operação e a exigir o cumprimento de uma série de requisitos técnicos e de proteção ao consumidor das empresas autorizadas. É nesse contexto regulatório ainda recente e em consolidação que a ABRAJOGO considera especialmente sensível a realização de debates sem a presença dos agentes diretamente submetidos às regras do Estado.
A entidade também destacou a necessidade de que discussões sobre os impactos das apostas entre as mulheres contem com efetiva representatividade feminina, incluindo profissionais e especialistas que atuam no setor em áreas como Direito, tecnologia, compliance e gestão. Ao final, a ABRAJOGO manifestou formalmente seu interesse em participar dos próximos debates sobre o tema, afirmando estar disponível para contribuir de forma técnica e transparente com o aprimoramento do marco regulatório brasileiro.
O que está em jogo
- A ABRAJOGO critica a exclusão do setor regulado de discussão sobre impactos das apostas no Palácio do Planalto e argumenta que a ausência de dados técnicos e da participação estatal prejudica uma análise equilibrada entre mercado legal e ilegal.
- A associação alerta que decisões unilaterais sobre apostas, sem ouvir operadoras autorizadas, podem enfraquecer a distinção entre empresas reguladas (com obrigações de proteção ao consumidor) e plataformas clandestinas, potencialmente favorecendo estas últimas.
Entenda os termos
- ABRAJOGO
- Associação representativa de operadores e provedores internacionais de jogos autorizados, que defende os interesses das empresas reguladas no mercado brasileiro de apostas.
- Secretaria de Prêmios e Apostas
- Órgão do Ministério da Fazenda responsável pela autorização, regulamentação, monitoramento e fiscalização das operadoras de apostas eletrônicas legalmente constituídas no Brasil.
- Autoexclusão
- Mecanismo que permite ao apostador se bloquear voluntariamente do acesso à plataforma de apostas, servindo como ferramenta de proteção contra comportamentos de risco.
A apuração deste fato é de iGaming Brazil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



