77% dos apostadores querem combate às bets ilegais como prioridade, aponta pesquisa
Levantamento do Instituto Locomotiva com o IBJR revela que a maioria dos apostadores brasileiros exige ação mais dura do governo contra plataformas irregulares — e 63% acreditam que as autoridades ainda ficam aquém do necessário.
Publicada em 12 de agosto de 2026, antes da MP 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa em 25/09/2026. O cenário descrito pode ter mudado. Veja o que mudou
Imagem ilustrativa gerada por IA
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) revela amplo apoio dos apostadores brasileiros ao endurecimento do combate às plataformas de apostas ilegais. Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados defendem que o enfrentamento às bets irregulares deveria ser tratado como prioridade pelas autoridades, sendo apontado como um caminho importante para prevenir o vício em apostas. A adesão à ideia transcende o perfil dos respondentes: mesmo entre os apostadores classificados pela metodologia do estudo como ilegais, 74% concordam total ou parcialmente com essa posição.
O estudo ouviu 2.291 pessoas que realizaram apostas esportivas ou acessaram cassinos online nos três meses anteriores à coleta de dados. As entrevistas foram conduzidas em maio de 2026, com abrangência nacional e margem de erro de 2,1 pontos percentuais. Os resultados também apontam preocupação com os riscos específicos das plataformas irregulares: 77% dos participantes afirmaram que as bets ilegais são mais perigosas justamente por não cumprirem as regras e normas voltadas à promoção do jogo responsável. A percepção é mais intensa nas faixas etárias mais velhas — 81% dos entrevistados entre 30 e 49 anos e dos que têm 50 anos ou mais compartilham dessa visão, ante 69% entre os apostadores de 18 a 29 anos.
No que diz respeito à atuação do governo, o ceticismo é predominante. Apenas 37% dos apostadores avaliam que o poder público está fazendo tudo o que pode para coibir sites e aplicativos ilegais. Outros 39% reconhecem esforços parciais, mas entendem que ainda há muito a avançar, e 24% consideram que praticamente nada está sendo feito. Somados, esses dois últimos grupos chegam a 63% dos entrevistados. A insatisfação também aparece entre os apostadores identificados como ilegais: 58% desse grupo igualmente acreditam que o governo poderia intensificar suas ações contra as plataformas irregulares.
O contexto regulatório brasileiro ajuda a entender a pressão refletida nos dados. O mercado de apostas esportivas foi regulamentado no país a partir de 2025, sob responsabilidade da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. Desde então, o governo federal tem adotado medidas para restringir o funcionamento de operadores sem licença, incluindo bloqueios de domínios — o próprio Ministério da Fazenda afirmou ter derrubado mais de 60 mil sites de bets ilegais no Brasil. Ainda assim, a pesquisa do IBJR indica que, na percepção dos próprios apostadores, o ritmo das ações regulatórias ainda não corresponde à dimensão do problema.
O IBJR é uma entidade que reúne operadoras licenciadas e atua na promoção de boas práticas no setor, incluindo iniciativas de jogo responsável. A parceria com o Instituto Locomotiva para a realização deste levantamento integra os esforços da entidade para mapear o comportamento e as percepções dos apostadores brasileiros em relação ao mercado regulado e ao ambiente ilegal que ainda disputa espaço com ele.
| Questão | Percentual | Grupo |
|---|---|---|
| Combate às bets ilegais deve ser prioridade | 77% | Todos os apostadores |
| Combate às bets ilegais deve ser prioridade | 74% | Apostadores usuários de plataformas ilegais |
| Bets ilegais são mais perigosas por não cumprir regras | 77% | Todos os apostadores |
| Bets ilegais são mais perigosas (18 a 29 anos) | 69% | Apostadores 18-29 anos |
| Bets ilegais são mais perigosas (30 a 49 anos) | 81% | Apostadores 30-49 anos |
| Bets ilegais são mais perigosas (50+ anos) | 81% | Apostadores 50+ anos |
| Governo está fazendo tudo o que pode | 37% | Todos os apostadores |
| Governo poderia fazer mais (parcialmente ou nada) | 63% | Todos os apostadores |
| Governo poderia fazer mais | 39% | Apostadores (realiza parte, precisa avançar) |
| Governo praticamente nada está fazendo | 24% | Todos os apostadores |
| Governo poderia fazer mais contra sites ilegais | 58% | Apostadores usuários de plataformas ilegais |
O que isso muda na regulação
- A pesquisa revela demanda forte de apostadores (mesmo os usuários de plataformas ilegais) por reforço na fiscalização e bloqueio de sites irregulares, sinalizando que a preferência pelo mercado legal está associada também à percepção de risco nas bets ilegais.
- O dado aponta que 63% dos entrevistados consideram insuficiente o esforço governamental atual contra apostas ilegais, criando pressão política para intensificação das ações de bloqueio e fiscalização.
Entenda os termos
- Jogo responsável
- Conjunto de práticas e normas que visam mitigar riscos de vício em apostas, incluindo verificação de idade, limites de apostas, autoexclusão e informações sobre os perigos do jogo compulsivo.
- Bets ilegais
- Plataformas de apostas que operam sem autorização e credenciamento junto aos órgãos reguladores brasileiros, descumprindo normas de jogo responsável e proteção do apostador.
A apuração deste fato é de Focus Gaming News Brasil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



