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Loterias

STJ mantém preso suspeito de operar loteria ilegal que financiava o Comando Vermelho no MT

Ministro Herman Benjamin negou liminar para libertar Wellington Pereira, apontado como operador do esquema clandestino Raspa Brasil, alvo da Operação Raspadinha.

STJ mantém preso suspeito de operar loteria ilegal que financiava o Comando Vermelho no MT

Imagem ilustrativa gerada por IA

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recusou, nesta quarta-feira (15/7), o pedido de liminar que buscava soltar Wellington Pereira, preso preventivamente sob suspeita de integrar o Comando Vermelho e de operar a loteria clandestina Raspa Brasil no Mato Grosso. A decisão é do ministro Herman Benjamin, que exercia a presidência do tribunal no momento do julgamento.

Wellington Pereira foi detido no âmbito da Operação Raspadinha, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso. As investigações apontam que o esquema ilegal atuava em mais de 20 municípios do estado e destinava mais de 80% dos lucros ao financiamento do crime organizado. A prisão preventiva foi decretada em setembro de 2025 e mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, decisão que a defesa do investigado levou ao STJ por meio de recurso ordinário em habeas corpus.

Os advogados de Wellington Pereira sustentaram que a fundamentação da prisão estaria desatualizada e que o tribunal mato-grossense teria descartado de forma genérica a adoção de medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica. O ministro Herman Benjamin, contudo, entendeu que o caso não apresentava os requisitos mínimos para a concessão antecipada da liberdade, registrando na decisão que "em cognição sumária, não se verifica a ocorrência de manifesta ilegalidade ou urgência a justificar o deferimento do pleito liminar". Benjamin também pontuou que a decisão contestada não se mostra absurda ou ilegal em análise preliminar, reservando o exame mais aprofundado para o julgamento definitivo.

Com o indeferimento da liminar, o processo seguirá o rito ordinário no STJ: serão coletadas informações junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ao juízo de primeira instância, e os autos serão então encaminhados ao Ministério Público Federal para emissão de parecer. O mérito do recurso será apreciado de forma colegiada sob a relatoria do ministro Og Fernandes.

O caso evidencia a crescente preocupação das autoridades brasileiras com loterias clandestinas que, além de operarem à margem da legislação, servem como canal de financiamento para organizações criminosas. No Brasil, a exploração de jogos de loteria é atividade privativa da União, e a operação de esquemas ilegais do gênero configura crime sujeito a prisão, conforme a legislação vigente. A regulamentação do mercado legal de apostas, em curso sob responsabilidade da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, reforça o combate às modalidades não autorizadas.

Fonte original
Com informações de BNLData →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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# loterias# clandestino# operação raspadinha# mato grosso