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Regulação

SOFTSWISS traça panorama das tendências regulatórias globais do iGaming em 2026

Relatório da empresa analisa os principais movimentos regulatórios do primeiro semestre de 2026 em mercados da Europa, Américas, Ásia e Oceania, com destaque para novos sistemas de licenciamento, aumento de impostos e endurecimento da fiscalização.

SOFTSWISS traça panorama das tendências regulatórias globais do iGaming em 2026

Imagem ilustrativa gerada por IA

A SOFTSWISS, empresa de tecnologia para o setor de iGaming, publicou em outubro de 2025 seu relatório anual iGaming Trends 2026. Com o primeiro semestre de 2026 encerrado, a empresa revisitou as previsões feitas à época e avaliou como a regulamentação efetivamente evoluiu nos principais mercados globais entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026. Três grandes movimentos se destacam no período: a entrada em operação ou confirmação de datas para novos sistemas de licenciamento, aumentos expressivos de impostos sobre jogos de azar e o reforço da fiscalização sobre pagamentos, publicidade e proteção ao jogador.

Europa: novos mercados, mais impostos e disputas jurídicas

Na Europa, a Finlândia deu passo concreto para encerrar seu histórico monopólio estatal no setor. O Conselho Nacional de Polícia finlandês passou a aceitar pedidos de licença a partir de 1º de março de 2026, com taxa de processamento de € 29.000. Operações privadas licenciadas poderão ter início em 1º de julho de 2027, quando empresas privadas poderão oferecer apostas, cassino online e caça-níqueis, entre outros. A estatal Veikkaus manterá exclusividade sobre loteria, raspadinhas e jogos físicos. A alíquota de imposto sobre a margem de jogo no mercado licenciado será de 22%. A Irlanda, por sua vez, saiu do papel: a Autoridade Reguladora de Jogos de Azar (GRAI) começou a receber pedidos de licença em 9 de fevereiro de 2026, e as primeiras licenças remotas entraram em vigor em 1º de julho de 2026. Nos Países Baixos, o imposto sobre jogos subiu para 37,8% em janeiro — após já ter saltado para 34,2% em 2025 —, enquanto dados do regulador indicam que cerca de 47% dos gastos online ainda migram para operadoras não licenciadas. No Reino Unido, o Imposto sobre Jogos Remotos praticamente dobrou, passando de 21% para 40% a partir de 1º de abril de 2026, com o governo projetando arrecadação superior a £ 1 bilhão anuais com o pacote mais amplo de impostos. Em Malta, um parecer preliminar do Advogado-Geral do Tribunal de Justiça da UE, emitido em abril de 2026, sinalizou que o polêmico Artigo 56A da Lei de Jogos maltesa — que busca impedir a execução de sentenças estrangeiras contra operadoras licenciadas na ilha — pode estar em conflito com as normas comunitárias, embora a decisão final ainda esteja pendente.

Américas: Brasil endurece fiscalização financeira; novos mercados avançam

No Brasil, o mercado regulamentado entrou em seu segundo ano com mudanças relevantes na fiscalização. Uma medida provisória editada em abril de 2026 redirecionou 1% da receita de apostas de quota fixa ao Fundo Nacional para Aparelhamento e Operacionalização da Polícia Federal (FUNAPOL), com previsão de aumento para 2% em 2027 e 3% a partir daí. Em junho, o Decreto 13.033 autorizou a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda a determinar o bloqueio de contas bancárias ligadas a operadores não licenciados, além de responsabilizar solidariamente instituições financeiras e anunciantes que continuem prestando serviços a operadoras ilegais após notificação formal. A estratégia brasileira para 2026, portanto, avança da concessão de licenças — foco do primeiro ano — para o combate à infraestrutura financeira que sustenta o mercado ilegal. No Canadá, a província de Alberta abriu seu mercado para operadoras privadas a partir de 13 de julho de 2026, exigindo registro junto à Alberta Gaming, Liquor and Cannabis (AGLC) e integração comercial com a Alberta iGaming Corporation. Na Colômbia, o Decreto 0240, de março de 2026, criou um imposto nacional de consumo de 16% sobre jogos e apostas online, com base de cálculo no GGR declarado à autoridade fiscal DIAN. No México, o imposto especial sobre jogos com apostas e sorteios saltou de 30% para 50% em janeiro de 2026, com carga ainda maior para fornecedores digitais estrangeiros sem estabelecimento permanente no país.

Ásia, Oceania e África: novos arcabouços regulatórios ganham forma

Na Índia, a Lei de Promoção e Regulação de Jogos Online de 2025 e suas normas complementares de 2026 entraram em vigor em 1º de maio, criando um regime nacional uniforme e a Autoridade de Jogos Online da Índia. Nos Emirados Árabes Unidos, a nova Lei de Transações Civis, vigente a partir de 1º de junho de 2026, mantém a nulidade de contratos de apostas no direito civil, deixando a regulação de jogos comerciais sob competência exclusiva da Autoridade Reguladora de Jogos Comerciais Gerais (GCGRA). Na Nova Zelândia, a Lei de Jogos de Cassino Online de 2026, sancionada em 28 de abril, criou um mercado licenciado com até 15 licenças de marca, válidas por até três anos e renováveis por mais cinco, com restrições a crédito, autoplay, jackpots progressivos e programas de fidelidade. No Quênia, regulamentos subsidiários emitidos em 30 de junho de 2026 exigem geolocalização robusta, monitoramento em tempo real via API e armazenamento local dos dados dos jogadores como condições para operação no país. O panorama global do primeiro semestre reforça uma tendência consolidada: além de licenciar operadores, os reguladores passam a responsabilizar também a cadeia de serviços — bancos, processadores de pagamento, plataformas de tecnologia e veículos de publicidade — pelo funcionamento do mercado ilegal.

Fonte original
Com informações de iGaming Brazil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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