Presidente do Juventude critica restrições às bets: "Foi extremamente negativo"
Fábio Pizzamiglio afirma que os efeitos das medidas vão além dos patrocínios diretos e atingem outras fontes de receita do futebol brasileiro.
Foto: Tembela Bohle / Pexels
O presidente do Juventude, Fábio Pizzamiglio, manifestou preocupação com as restrições impostas ao mercado de apostas no Brasil e defendeu que o processo seja conduzido com cautela. Em entrevista à ESPN concedida antes do duelo do clube gaúcho contra o América-MG, pela Série B, o dirigente alertou que os impactos das medidas podem alcançar equipes que nem sequer mantêm contratos diretos com empresas do setor.
Para Pizzamiglio, a ligação entre as casas de apostas e o futebol é mais ampla do que os acordos de patrocínio firmados com os clubes. Segundo ele, a presença dessas empresas no mercado aquecia outras fontes de receita da modalidade, como espaços de publicidade em estádios, cotas de transmissão e premiações de torneios. "Vemos com muita preocupação a possibilidade de acabar com as bets de uma hora para outra. Não é somente o patrocínio das bets que está em jogo. Há também os patrocínios de placas de publicidade, da TV e de diversas outras áreas que acabam refletindo nos clubes. Para nós, foi extremamente negativo e recebemos essa decisão com surpresa. Esperamos que isso mude", declarou o dirigente.
O contexto ao qual Pizzamiglio se refere é o da Medida Provisória nº 1.394, editada em 25 de setembro de 2026, que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil — modalidade que engloba apostas esportivas e jogos de cassino online. A MP determinou o encerramento de novos depósitos imediatamente, a retirada dos sites do ar em 5 de outubro, a devolução dos saldos aos apostadores até meados do mesmo mês e a extinção de todas as autorizações concedidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda em 25 de outubro. O texto tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar definitivo.
O futebol brasileiro havia se tornado um dos principais destinos dos investimentos das bets após a regulamentação do setor em 2025, com contratos de patrocínio máster, naming rights e acordos de visibilidade espalhados por clubes de diferentes divisões. A interrupção abrupta desses fluxos financeiros preocupa dirigentes, especialmente os de clubes de menor porte, que dependem dessas receitas para equilibrar o orçamento. O presidente do Juventude concluiu defendendo que qualquer decisão definitiva sobre o tema leve em conta o impacto sobre todo o ecossistema comercial do futebol nacional, e não apenas sobre os acordos bilaterais entre clubes e operadoras.
Por que isso importa
- O presidente do Juventude aponta que a proibição das bets compromete não apenas patrocínios diretos dos clubes com operadoras, mas também toda a cadeia de receitas relacionada (TV, publicidade, premiações) que depende da movimentação financeira do setor de apostas.
- A manifestação reflete uma preocupação do futebol com efeitos econômicos indiretos da Medida Provisória nº 1.394 — isto é, além dos contratos já assinados, a ausência de bets reduz o fluxo de investimento em propriedades comerciais anexas aos clubes.
A apuração deste fato é de BNLData. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



