Presidente da LOTERJ defende regulação moderna e proteção ao apostador no Rio Innovation Week
Fabíola Esteves participou de painel sobre os desafios regulatórios do setor de apostas diante da evolução tecnológica, defendendo segurança jurídica, transparência e proteção ao consumidor.
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A presidente da LOTERJ, Fabíola Esteves, esteve presente no Rio Innovation Week — um dos maiores eventos de tecnologia e inovação da América Latina — para debater os desafios que a rápida evolução tecnológica impõe ao mercado regulado de apostas. No painel em que participou, ela abordou a necessidade de conciliar inovação, segurança jurídica e proteção ao consumidor em um setor que se transforma na mesma velocidade das novas plataformas digitais.
Para Fabíola Esteves, o papel do órgão regulador vai além de fiscalizar: trata-se de construir um ambiente de confiança que estimule o desenvolvimento econômico sem abrir mão do interesse público. Ela destacou que uma regulação contemporânea precisa acompanhar a dinâmica do mercado, assegurando previsibilidade jurídica aos operadores, clareza nas relações de consumo e instrumentos efetivos de proteção aos apostadores.
A presidente da LOTERJ também ressaltou a dimensão social da atividade lotérica. Segundo ela, a arrecadação gerada pelo setor retorna à sociedade fluminense por meio do financiamento de projetos voltados a populações em situação de vulnerabilidade, fomentando iniciativas de inclusão, cidadania e qualidade de vida no Estado do Rio de Janeiro. O argumento reforça a visão de que a regulação bem estruturada tem impactos que transcendem o próprio mercado de apostas.
Outro ponto destacado por Fabíola foi a realização da Copa do Mundo Feminina de Futebol no Brasil em 2027. Para ela, o torneio é uma oportunidade de consolidar uma cultura de integridade no setor, promover uma comunicação responsável sobre apostas e ampliar o reconhecimento do futebol feminino, gerando um legado positivo para o esporte e para a sociedade. O debate contou também com a participação de Amanda Bonfim, CEO da BR&CO, que integrou o painel dedicado aos desafios jurídicos e institucionais da comunicação esportiva na era digital e à construção de um ambiente regulatório compatível com as novas tecnologias.
A discussão se insere em um momento de consolidação do mercado regulado de apostas esportivas no Brasil. Desde o início de 2025, as operadoras que atuam no país precisam deter autorização federal concedida pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, criada para supervisionar o setor após a aprovação do marco legal das bets. Estados como o Rio de Janeiro, por meio da LOTERJ, também exercem competência regulatória própria sobre modalidades lotéricas estaduais, tornando o diálogo entre inovação e regulação um tema central para todos os agentes da cadeia.
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