Oddsgate reúne líderes do iGaming para debater Copa do Mundo no mercado regulado
Webinar promovido pela Oddsgate reuniu executivos de Pay4Fun, Brazino777 e da própria empresa para discutir infraestrutura, aquisição e retenção de usuários durante o torneio.
Imagem ilustrativa gerada por IA
No dia 8 de junho, a Oddsgate realizou o webinar Além dos 90 Minutos — A Copa Fora de Campo, com o objetivo de debater os impactos da Copa do Mundo sobre as operações do setor de iGaming no Brasil. Moderado por Valter Delfrado Júnior, Diretor de Assuntos Regulatórios da Oddsgate, o encontro contou com Leonardo Baptista, CEO da Pay4Fun; Bruno Veridiano Geraldini, Diretor de Assuntos Executivos da Brazino777; e Wagner Fernandes, CMO da Oddsgate. Ao longo de mais de uma hora de conversa, os participantes abordaram desde a preparação técnica até as estratégias de marketing e retenção para o período do torneio.
Infraestrutura sob pressão
Um dos eixos centrais da discussão foi a capacidade operacional necessária para sustentar o volume de acessos e transações que a Copa do Mundo tende a gerar. Leonardo Baptista revelou que a Pay4Fun iniciou o planejamento para o torneio ainda no ano anterior e afirmou que a empresa chega ao evento com capacidade de processar entre 7.500 e 10.000 transações por segundo por operador. Bruno Geraldini acrescentou um alerta importante: expandir servidores em ambientes de nuvem é relativamente rápido, mas nem sempre os sistemas estão preparados para acompanhar esse crescimento na mesma velocidade. "Escalabilidade não é só de hardware. Muitas vezes você sobe de servidor e descobre que a aplicação não estava pronta para escalar", afirmou o executivo da Brazino777.
Primeira Copa em cenário totalmente regulado
O torneio de 2026 será o primeiro a ser disputado com o mercado brasileiro de apostas esportivas plenamente regulamentado. A regulação, conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, estabeleceu uma série de exigências de licenciamento, conformidade e responsabilidade social que passaram a orientar as operações das casas autorizadas a atuar no país a partir de 2025. No webinar, os participantes reconheceram que a adaptação a esse novo ambiente consumiu parte relevante dos recursos das empresas, reduzindo o espaço para iniciativas mais inovadoras em áreas como marketing e CRM. Wagner Fernandes apontou, contudo, uma oportunidade ainda pouco explorada: incorporar elementos culturais familiares ao brasileiro — como o bolão, prática tradicional entre torcedores — à experiência de apostas, criando abordagens de produto e comunicação mais próximas do público local.
Aquisição, retenção e o pós-Copa
O papel de afiliados e influenciadores também foi discutido. Os especialistas foram unânimes em defender que esses canais devem funcionar como amplificadores de uma estratégia de marca já consolidada, e não como seu substituto. "Afiliados e influenciadores têm que fazer parte de uma máquina, não ser a máquina", sintetizou Wagner Fernandes. Já o tema da retenção foi apontado como o verdadeiro diferencial competitivo do período pós-torneio: transformar o usuário eventual, atraído pelo ambiente de Copa, em cliente recorrente exigirá qualidade de produto, experiência de jornada e estratégia de relacionamento de longo prazo. Os participantes alertaram ainda para o risco de decisões precipitadas após o encerramento do torneio — especialmente cortes rápidos de equipe ou estrutura —, defendendo ajustes graduais baseados no acompanhamento contínuo dos indicadores do negócio.
O consenso ao final do webinar foi de que a Copa do Mundo representa uma janela de aceleração para o setor, mas que seus resultados dependerão muito mais da preparação e da execução das empresas do que do evento em si. A gravação completa está disponível para profissionais do setor interessados nos detalhes das discussões.
Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



