Nevada se oferece como modelo para o Brasil: "Somos o padrão de ouro em jogos"
Mike Dreitzer, presidente do órgão regulador de jogos mais antigo do mundo, afirma que Nevada recebeu reguladores brasileiros diversas vezes no último ano e está pronta para compartilhar experiência com o país.
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O Conselho de Controle de Jogos de Nevada (NGCB) — criado em 1955 e considerado o mais antigo regulador do setor no mundo — comemorou 70 anos de existência em 2024 e segue se posicionando como referência global para mercados em processo de regulamentação. Em entrevista, Mike Dreitzer, presidente da entidade, falou sobre a relação com o Brasil, os desafios do setor e os limites impostos aos chamados mercados de previsão.
Segundo Dreitzer, o órgão recebeu representantes brasileiros em múltiplas ocasiões ao longo do último ano. "Recebemos reguladores do Brasil em diversas ocasiões no último ano. Ficamos felizes em ser essa fonte de informações para que vocês possam trocar ideias, assim como com algumas das jurisdições emergentes", declarou. Ele reforçou que o NGCB permanece disponível para auxiliar o Brasil em questões de fiscalização e licenciamento. "Estamos aqui para apoiar o Brasil, pois somos o padrão de ouro em jogos", afirmou.
O contexto é relevante: o Brasil concluiu a regulamentação de seu mercado de apostas esportivas de quota fixa ao longo de 2024 e 2025, sob coordenação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. Com dezenas de licenças em análise e um arcabouço regulatório em fase de consolidação, o país tem buscado referências em jurisdições maduras para aprimorar suas práticas de supervisão e controle. A missão declarada do NGCB — proteger a integridade do setor por meio de investigações e licenciamentos rigorosos, além de arrecadar impostos que compõem receita essencial ao estado de Nevada — é justamente o tipo de modelo que agências reguladoras nascentes costumam estudar.
Dreitzer também abordou o crescimento dos mercados de previsão, que permitem apostas sobre resultados esportivos, de entretenimento e políticos. Nevada optou por vedar essas modalidades em seu território e está em disputa judicial para sustentar essa posição. "Estamos em litígio para defender nossa posição e defender nosso público de jogadores", disse. Ainda assim, o presidente deixou claro que o estado não é contrário ao segmento em si, mas exige que qualquer operador obtenha licença antes de atuar. "As pessoas e as empresas que se envolvem nesse produto precisam estar licenciadas, assim como qualquer outro", frisou.
Ao traçar um panorama mais amplo, Dreitzer destacou que Nevada diversificou sua economia muito além dos cassinos, avançando em tecnologia, entretenimento e esportes profissionais. Para ele, jogos devidamente regulamentados podem ser um vetor de desenvolvimento econômico para qualquer país. "Jogos, quando devidamente regulamentados, podem ser uma ótima fonte de diversificação econômica. Uma grande fonte de sucesso econômico e orgulho para um estado ou um país", concluiu.
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