Ministério do Esporte fecha parceria com IC360 para combater manipulação de resultados
Acordo de dois anos com a empresa global de tecnologia Integrity Compliance 360 prevê monitoramento de mercados de apostas e restrição de apostas feitas por pessoas proibidas.
Imagem ilustrativa gerada por IA
O Ministério do Esporte (MEsp) assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Integrity Compliance 360 (IC360), empresa global de tecnologia e consultoria especializada em integridade esportiva. Anunciado na quarta-feira, 16, o acordo tem vigência de dois anos e busca fortalecer os mecanismos de detecção e prevenção de manipulação de resultados em competições realizadas no Brasil.
Um dos pilares da parceria é a integração do Ministério do Esporte ao ProhiBet, solução da IC360 desenvolvida para bloquear apostas feitas por pessoas impedidas de participar desse tipo de atividade. O governo passará a fornecer listas que podem incluir atletas, treinadores, árbitros e dirigentes de entidades esportivas sujeitos a restrições. Para preservar a privacidade, os dados serão tratados por meio de identificadores tokenizados e integrados via API, permitindo o cruzamento com bases de operadores de apostas sem exposição direta das informações pessoais dos indivíduos listados.
Além do ProhiBet, o ministério terá acesso à plataforma Integrity Monitoring, ferramenta voltada ao acompanhamento de movimentações em odds, linhas e diferentes mercados de apostas. O sistema emite alertas sobre padrões considerados irregulares, auxiliando o governo na identificação de possíveis casos de manipulação de competições. O acordo ainda inclui capacitação técnica para servidores do ministério e a entrega de relatórios trimestrais com análises de tendências internacionais sobre o tema.
A iniciativa integra uma série de ações que o governo federal vem adotando ao longo de 2024 para enfrentar a manipulação de resultados no esporte brasileiro. Em maio, o Ministério do Esporte publicou o Manual de Prevenção e Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, e em agosto anunciou a criação de uma sala dedicada exclusivamente ao monitoramento de apostas esportivas. O combate à manipulação é também um dos eixos da regulação do mercado de apostas no Brasil, que passou a operar sob marco regulatório formal a partir de 2025, com supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda — órgão responsável por licenciar e fiscalizar as operadoras que atuam no país.
O que isso muda na regulação
- O Ministério do Esporte passa a ter acesso a tecnologia de monitoramento em tempo real de odds e padrões de apostas, ampliando sua capacidade operacional de detectar sinais de manipulação de competições.
- Operadores de apostas licenciados deverão integrar a plataforma ProhiBet em seus sistemas para validar apostas contra listas oficiais de pessoas proibidas, criando nova obrigação técnica de compliance.
- A parceria de dois anos marca a institucionalização da vigilância sobre apostas esportivas no governo federal, sinalizando continuidade e escalabilidade do combate à manipulação.
Entenda os termos
- Acordo de Cooperação Técnica (ACT)
- Pacto formal entre órgãos públicos ou entre público e privado para compartilhamento de conhecimento, tecnologia ou dados em prol de um objetivo comum, sem transferência de recursos financeiros diretos.
- ProhiBet
- Plataforma de compliance desenvolvida pela IC360 que impede apostas realizadas por pessoas proibidas de apostar (atletas, árbitros, treinadores e dirigentes sujeitos a restrições).
- Integrity Monitoring
- Ferramenta de vigilância que acompanha movimentações de odds e linhas de apostas em tempo real, gerando alertas sobre padrões irregulares que possam indicar manipulação de competições.
- Identificadores tokenizados
- Técnica de proteção de dados que substitui informações pessoais diretas por códigos únicos, permitindo cruzamento de informações sem expor nomes ou dados sensíveis dos indivíduos.
A apuração inicial deste fato é de SBC Notícias Brasil. A redação do BetNotícias produziu texto próprio, os dados estruturados e a análise de impacto acima. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



