Ganhou R$ 30 milhões na loteria aos 19 anos e gastou tudo em 5 anos; hoje é flanelinha
O baiano Antônio Domingos faturou um prêmio milionário na Loto em 1983 e dilapidou a fortuna em carros, festas e excessos. Décadas depois, precisou voltar a trabalhar nas ruas para se sustentar.
Imagem ilustrativa gerada por IA
O baiano Antônio Domingos tinha apenas 19 anos e trabalhava como zelador quando acertou a Loto em 1983 e levou um prêmio que, em valores atuais, equivaleria a aproximadamente R$ 30 milhões. Ele era apostador assíduo e sempre jogava os mesmos números semanalmente. A história voltou à tona nas redes sociais na última semana e reacendeu o debate sobre educação financeira entre ganhadores de loterias.
Com o dinheiro em mãos, Antônio mergulhou em uma vida de excessos sem precedentes. Ele gastava livremente com carros de luxo, roupas e bebidas, tratando os bens como descartáveis — chegava a trocar de carro quando um simples pneu furava e usava peças de roupa novas uma única vez. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu na noite em que completou 22 anos: ele pagou a conta de todos os clientes presentes em um dos restaurantes mais caros de Salvador. "Na época eu não tinha experiência com finanças, não tinha estrutura nenhuma ou alguém para me instruir", declarou em entrevista ao programa Domingo Show, em junho de 2016.
Outro capítulo marcante da saga foi a hospedagem de dois anos no Hotel da Bahia, no Campo Grande, região central de Salvador. Antônio se instalou na suíte presidencial, uma das mais caras do estabelecimento, como forma de revanche pessoal. "Quando eu passava por lá, o segurança sempre mandava eu sair, para não ficar nem na calçada. Quando eu ganhei na loteria, foi a primeira coisa que eu fiz", revelou. Em cerca de cinco anos, o prêmio havia sido completamente consumido, sem que qualquer parte tivesse sido investida ou poupada.
Sem reservas financeiras, Antônio precisou retornar à casa da mãe e, à época da entrevista, sustentava-se trabalhando como flanelinha. Apesar da trajetória, ele afirma não se arrepender dos gastos e da vida de farra. O único pesar que carrega é não ter proporcionado à mãe uma moradia maior e mais confortável. "A única coisa que me deixa sentido é não ter dado uma casa melhor para minha mãe", confessou, acrescentando que essa seria sua prioridade caso voltasse a ganhar na loteria.
A trajetória de Antônio Domingos é frequentemente citada como exemplo dos riscos da ausência de planejamento financeiro após ganhos inesperados. No Brasil, onde dezenas de milionários surgem a cada ano por meio de loterias como Mega-Sena, Lotofácil e outros concursos da Caixa Econômica Federal, especialistas em finanças pessoais costumam alertar para a importância de assessoria profissional imediata após a premiação — um recurso ao qual Antônio, jovem e sem experiência, não teve acesso em 1983.
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