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Mercado & Negócios

Fundadoras da AMIG defendem regulação e alertam sobre riscos do fim das bets no Brasil

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, as cinco executivas que criaram a Associação de Mulheres da Indústria do Gaming argumentam que banir plataformas legalizadas fortaleceria o mercado ilegal e destruiria mecanismos de proteção ao consumidor.

Fundadoras da AMIG defendem regulação e alertam sobre riscos do fim das bets no Brasil

Imagem ilustrativa gerada por IA

As fundadoras da Associação de Mulheres da Indústria do Gaming (AMIG) — Ana Hoefel Pamplona, Ana Bárbara Teixeira, Bárbara Teles, Natália Nogues e Teresa Caeiro — ingressaram no debate público sobre o futuro das apostas esportivas no país por meio de um artigo de opinião veiculado na Folha de S. Paulo. O texto tem como foco principal rebater a campanha de políticos e artistas que defendem o fim das bets no Brasil, argumentando que essa posição carece de racionalidade e ignora as consequências práticas de uma eventual proibição.

Regulação como escudo do consumidor

As executivas reconhecem que a rápida expansão das plataformas digitais de apostas trouxe problemas reais, como endividamento e dificuldades emocionais para uma parcela dos usuários. No entanto, defendem que o caminho correto é aprimorar os mecanismos de controle já existentes, e não extingui-los. O artigo lembra que, antes da regulamentação, o setor operava em uma zona cinzenta: "Empresas em paraísos fiscais anunciavam para brasileiros, patrocinavam clubes brasileiros e movimentavam dinheiro de brasileiros, e o dinheiro ficava lá fora", escrevem as autoras. Com a entrada em vigor do marco regulatório — conduzido pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e que passou a valer em 2025 —, esse quadro mudou substancialmente.

O artigo enumera uma série de salvaguardas que a regulação trouxe e que desapareceriam com uma eventual proibição: reconhecimento facial, vedação de acesso a menores de idade, proibição do uso de cartão de crédito, ferramentas de autoexclusão, regras de prevenção à ludopatia e restrições a beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família e o Desenrola. "São mecanismos que podem ser aperfeiçoados. Mas eles estão aí. Sem eles, o que sobra não é um país sem apostas, mas de apostas sem controle", afirmam. Para reforçar o argumento, as autoras recorrem a uma analogia com a indústria de bebidas alcoólicas: a sociedade enfrenta os excessos do álcool por meio de restrições comerciais, não de proibição total.

Mercado ilegal e impacto fiscal no centro do debate

Outro eixo do texto trata dos riscos econômicos e do avanço da clandestinidade. As fundadoras da AMIG alertam que, mesmo com o sistema regulado em funcionamento, o governo já precisou derrubar milhares de sites ilegais — o que evidencia a força do mercado paralelo. Proibir as operadoras licenciadas, segundo elas, não eliminaria a demanda por apostas, mas entregaria esse público a plataformas que não prestam contas a nenhuma autoridade. Há ainda o impacto nas contas públicas: o setor gerou arrecadação bilionária em impostos no último ano, receita que financiaria políticas públicas e cuja ausência obrigaria o governo a buscar compensação em outros tributos ou em cortes de despesas. As autoras encerram o artigo com um alerta direto: "Os parlamentares ganharão alguns votos, os artistas ganharão likes — e o operador ilegal ganhará um mercado inteiro para explorar. Sem controle nenhum."

Fonte original
Com informações de iGaming Brazil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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