Flamengo e Fluminense usam clássico para protestar contra MP que proibiu bets
Os dois rivais cariocas vão a campo no domingo com a frase "Proibir não é proteger" nas camisas, em ação financiada pelo setor de apostas contra a Medida Provisória nº 1.394.
Imagem ilustrativa gerada por IA
Flamengo e Fluminense vão estampar a mensagem "Proibir não é proteger" em seus uniformes no clássico deste domingo (11/10), às 17h30, válido pelo Campeonato Brasileiro. A iniciativa conjunta dos dois rivais é um protesto direto contra a Medida Provisória nº 1.394, que suspendeu as apostas de quota fixa no Brasil a partir de 25 de setembro de 2026. A ação partiu das patrocinadoras máster dos clubes: a Betano, parceira do Flamengo, e a Superbet, que estampa o uniforme do Fluminense.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, explicou o argumento central da campanha em declaração à FluTV. "Todos têm consciência de que as bets prejudicaram famílias, gerando superendividamento e problemas de saúde e sociais. A mensagem que querem passar é que a regulamentação permite controlar a atividade e proteger quem sofre de ludopatia ou está em risco. Já os sites não regulamentados operam sem pagar outorga, recolher tributos ou se submeter a qualquer tipo de controle", afirmou o dirigente.
A mobilização é financiada pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), além de clubes de futebol patrocinados por plataformas de apostas — entre eles os próprios Flamengo e Fluminense. A pressão do setor já havia aparecido nos estádios: nos jogos da Série A realizados após a edição da MP, placas de publicidade exibiam mensagens contrárias à medida. Após o clássico deste domingo, o Fluminense deve retomar a exibição da marca Superscore, parceira global da Superbet, em seu uniforme.
A MP 1.394 proibiu novos depósitos em plataformas de apostas desde 25 de setembro, determinou a saída dos sites do ar a partir de 5 de outubro e prevê a extinção de todas as autorizações concedidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda em 25 de outubro, sem devolução de outorga. O mercado havia sido regulamentado ao longo de 2025, quando dezenas de operadoras obtiveram licença para atuar legalmente no país. A medida provisória tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se converter em lei.
O que está em jogo
- Flamengo e Fluminense usam visibilidade do clássico para campaña contra a MP 1.394, alinhados com patrocinadores bets (Betano e Superbet) e organismos do setor que defendem a regulamentação como alternativa ao cenário de proibição total.
- A ação evidencia que clubes e operadoras veem na regulamentação um mecanismo para controlar riscos (ludopatia, superendividamento) e garantir conformidade fiscal, argumentando que a proibição favorece apenas sites ilícitos que operam sem tributação ou controle.
Entenda os termos
- Medida Provisória (MP)
- Ato normativo do Presidente da República que tem força de lei imediata, mas precisa ser votada pelo Congresso em até 60 dias (prorrogáveis por mais 60) para virar lei permanente.
- Ludopatia
- Transtorno psicológico caracterizado pela compulsão por jogos de azar, causando prejuízos financeiros e sociais.
- Outorga
- Autorização concedida pela autoridade competente para que uma empresa exerça determinada atividade regulada, mediante contraprestação financeira.
A apuração deste fato é de BNLData. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



