EBAC leva experiência brasileira em jogo responsável à iGB L!VE 2026
Representantes da empresa participaram da Sustainable Gaming Zone e afirmam que o Brasil está à frente de outros mercados no tema; novos serviços e conteúdos são prometidos para 2026 e 2027.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A EBAC marcou presença na edição de 2026 da iGB L!VE com um propósito específico: aprofundar o debate sobre jogo responsável em nível internacional e mostrar o estágio em que o Brasil se encontra no tema. A participação foi motivada por um convite para integrar a Sustainable Gaming Zone, espaço da feira dedicado exclusivamente às discussões sobre práticas sustentáveis no setor. "Nós não tínhamos planejado vir para esse evento. […] A gente foi convidado para vir num outro ambiente, num ambiente aqui que eles chamaram de Sustainable Gaming Zone, alguma coisa relacionada a toda temática do jogo responsável", explicou Ricardo Magri, co-fundador da EBAC, em entrevista ao iGaming Brazil.
Na avaliação de Magri, o arcabouço regulatório brasileiro colocou o país em posição de destaque quando comparado ao restante do mundo. O executivo avalia que há uma tendência global de subestimar o que já foi construído no Brasil. "Existe uma pegada internacional do jogo responsável que ignora um pouco o que tá acontecendo no Brasil, e o cenário do Brasil é mais desenvolvido nisso do que quase todo o resto do mundo pela nossa regulamentação", afirmou. Ele acrescentou ainda: "Eu percebi que o Brasil é pós-estouro da bolha nesse tema do jogo responsável." O país regulamentou o mercado de apostas esportivas e jogos online a partir de 2025, com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda estabelecendo exigências que incluem políticas obrigatórias de proteção ao apostador.
Cristiano Costa, Chief Knowledge Officer da EBAC, reforçou que a presença na feira teve um perfil diferente de edições anteriores, com foco na troca de experiências em vez da prospecção comercial. "Não se trata apenas do trabalho de prospecção, nós somos convidados para integrar essa zona do jogo sustentável, sinônimo do jogo responsável", disse. Segundo Costa, o evento permitiu estreitar laços com institutos e organizações internacionais voltados ao tema. "Tá sendo muito interessante porque estamos em contato com institutos e academias do mundo inteiro. Tá sendo muito interessante isso, trocando práticas, trocando experiências", descreveu o executivo, que projeta lançamentos a partir desse intercâmbio: "Tenho certeza que 2026, 2027, traremos assim conteúdos muito novos, muito inovadores para o contexto do jogo responsável no Brasil."
No campo dos produtos, Magri revelou que a EBAC expandiu sua oferta a partir das demandas crescentes dos operadores. O que começou como uma prestação de serviço pontual evoluiu para uma plataforma de gestão mais completa. "O que era simplesmente uma prestação de serviço virou um dashboard. O que era um dashboard simplesmente de publicizar os nossos dados virou um sistema de gestão compartilhado", descreveu o co-fundador. Ele destacou ainda que a demanda partiu dos próprios clientes: "Alguns dos nossos contratos não só estão sendo renovados, porque acabou o período, mas estão sendo modificados para incluírem novos níveis de serviço, a pedido do cliente." Para Magri, esse movimento indica que o jogo responsável deixou de ser tratado apenas como obrigação regulatória e passou a ocupar um papel estratégico dentro das operações das empresas do setor.
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