Copa do Mundo 2026 pode movimentar R$ 31 bi em apostas no Brasil
Especialistas do setor projetam que o mercado brasileiro responderá por cerca de 10% do volume global esperado para o torneio, estimado em US$ 60 bilhões.
Imagem ilustrativa gerada por IA
O mercado brasileiro de apostas esportivas pode movimentar aproximadamente R$ 31 bilhões durante a Copa do Mundo de 2026. A projeção, elaborada por especialistas da indústria, parte do pressuposto de que o Brasil representa cerca de 10% do volume global previsto para o torneio — estimado em torno de US$ 60 bilhões (aproximadamente R$ 310 bilhões, a depender da cotação do câmbio). Segundo reportagem do Poder360, esta edição tem potencial para registrar o maior volume de apostas da história da competição.
Formato ampliado e mercados regulados impulsionam projeções
Três fatores principais sustentam as expectativas de crescimento: a ampliação do número de seleções participantes, de 32 para 48; o aumento das partidas disputadas, de 64 para 104; e a expansão dos mercados regulamentados ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Para Alexander Kamenetsky, líder do SOFTSWISS Sportsbook, o evento tem apelo único sobre diferentes perfis de público. "A Copa do Mundo tem uma capacidade única de atrair tanto apostadores habituais quanto consumidores ocasionais. Por isso, acreditamos que a edição de 2026 estabelecerá novos recordes de atividade para a indústria", afirmou o executivo.
As projeções da própria SOFTSWISS indicam que o número global de apostas durante o torneio deverá superar em mais de 50% os níveis registrados na Copa do Mundo do Qatar, em 2022. Naquela edição, o volume global de apostas foi de cerca de US$ 35 bilhões — crescimento já expressivo de aproximadamente 65% em relação à Copa de 2018. Para Kamenetsky, o novo formato da competição tende a acelerar ainda mais esse ciclo: "Os principais motores desse crescimento são o formato ampliado do torneio, o avanço contínuo dos mercados regulamentados de apostas, as melhorias na experiência de apostas móveis e a capacidade única da Copa do Mundo de atrair tanto apostadores frequentes quanto ocasionais em todo o mundo".
Brasil regulado entra no radar estratégico do setor
Dados históricos da SOFTSWISS reforçam o peso do público brasileiro no mercado global. Durante a Copa de 2022, 9,34% de todas as apostas registradas pela empresa recaíram sobre partidas da Seleção Brasileira, sinalizando um engajamento expressivo dos torcedores nacionais. O cenário de 2026, no entanto, será diferente: o Brasil chega ao torneio com um mercado já operando sob regulamentação federal, após a entrada em vigor do marco regulatório coordenado pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. Nesse contexto, a Copa do Mundo é encarada pela indústria como um teste de maturidade do ambiente regulado e como oportunidade estratégica para operadores avançarem na aquisição de clientes, fortalecerem a fidelização de usuários e consolidarem suas marcas num setor cada vez mais competitivo.
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