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Regulação

Cofundadora da Kalshi quer reverter bloqueio do Brasil a mercados de previsão

Luana Lopes Lara, brasileira e cofundadora da plataforma americana, diz que a empresa prefere um diálogo construtivo com o governo a recorrer à via judicial.

Cofundadora da Kalshi quer reverter bloqueio do Brasil a mercados de previsão

Imagem ilustrativa gerada por IA

A Kalshi, plataforma americana de mercados preditivos bloqueada pelo governo federal em abril, quer reverter a decisão que impediu seu funcionamento no Brasil. Quem afirmou isso foi Luana Lopes Lara, cofundadora da empresa — brasileira que se tornou bilionária com o crescimento da Kalshi nos Estados Unidos —, em entrevista à Folha de S. Paulo na segunda-feira, dia 8, às margens do Web Summit Rio de Janeiro.

Segundo Lara, o bloqueio imposto pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decorreu de um desconhecimento sobre o modelo de negócio dessas plataformas, e não de uma análise técnica aprofundada. "Vamos tentar explicar o que a gente faz, porque foi mais um gap educacional do que qualquer outra coisa", declarou a executiva. Ela também frisou uma distinção que considera central: "A Kalshi não ganha dinheiro quando as pessoas perdem — essa é uma diferença muito grande." Em abril, o governo havia enquadrado as plataformas de mercado preditivo como sites de apostas ilegais, ação que resultou no bloqueio de 27 serviços do setor.

A questão regulatória é o nó central do impasse. Desde 2025, casas de apostas que queiram operar legalmente no Brasil precisam obter uma licença junto à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF), ao custo de R$ 30 milhões, e seguir as regras estabelecidas pela Lei de Apostas. A Kalshi e outras plataformas similares, contudo, sustentam que não comercializam apostas, mas sim contratos financeiros atrelados a eventos futuros — um modelo que, até a intervenção do governo, operava numa zona regulatória cinzenta no país.

Questionada sobre a possibilidade de judicializar o conflito com o Brasil — assim como a empresa fez nos Estados Unidos, onde em 2024 obteve uma vitória na Justiça que lhe permitiu negociar contratos durante a eleição presidencial vencida por Donald Trump —, Lara descartou esse caminho por ora. "A gente quer trabalhar de uma forma construtiva", afirmou, acrescentando que espera uma resolução mais ágil do que o processo americano, iniciado em 2019. O governo brasileiro, no entanto, já sinalizou que não pretende criar uma regulamentação específica para mercados de previsão, o que deixa o futuro da Kalshi no país ainda incerto.

Fonte original
Com informações de SBC Notícias Brasil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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