SOFTSWISS se opõe a proibição de apostas no Brasil e pede mercado regulado mais forte
A provedora de tecnologia para iGaming defendeu a regulação como melhor caminho para proteger jogadores e alertou para o risco de migração para plataformas ilegais.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A SOFTSWISS, empresa global de tecnologia para iGaming, divulgou posicionamento contrário à proibição generalizada das apostas de quota fixa no Brasil, medida anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite da última sexta-feira, dia 25. A companhia defendeu, em vez da proibição, o reforço do mercado regulado como ferramenta mais eficaz para proteger consumidores e garantir a supervisão das atividades.
Em nota enviada ao SBC Notícias Brasil, Miranda Guliashvili, head de Crescimento Regional da SOFTSWISS, argumentou que o marco regulatório brasileiro já havia estabelecido exigências claras para operadores licenciados e ampliado a capacidade de fiscalização das autoridades. Para a executiva, restringir ou desmontar esse ambiente regulado corre o risco de empurrar parte da demanda para plataformas não licenciadas, onde a proteção aos jogadores é mais frágil e o monitoramento, mais difícil. "Restringir o mercado regulado traz o risco de direcionar parte da demanda existente para plataformas não licenciadas, onde as atividades são mais difíceis de monitorar e os mecanismos de proteção aos jogadores podem ser mais frágeis", afirmou Guliashvili.
A SOFTSWISS destacou ainda seu histórico de atuação no país: a empresa afirma ter sido uma das primeiras fornecedoras de tecnologia a certificar produtos no Brasil e, posteriormente, ter obtido a certificação de seu principal ecossistema para operadores locais. A companhia também informou que apoia a ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) em sua posição contrária à proibição ampla, e que está disposta a participar do diálogo com autoridades e demais agentes do setor em busca de "soluções práticas que protejam os jogadores e, ao mesmo tempo, preservem uma supervisão eficaz do mercado".
O posicionamento da SOFTSWISS se insere num contexto mais amplo de debate sobre o futuro das apostas esportivas no Brasil. O mercado regulado passou a operar sob regras definidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que conduziu o processo de licenciamento de operadores ao longo de 2024 e início de 2025. A estrutura regulatória inclui exigências de conformidade, responsabilidade social e proteção ao jogador — instrumentos que, segundo a indústria, perderiam efetividade caso a demanda por apostas migrasse para o mercado ilegal. O anúncio do presidente Lula reacendeu o debate sobre os limites e os objetivos da política pública para o setor.
O que está em jogo
- A SOFTSWISS se posiciona contra a proibição anunciada pelo presidente Lula, argumentando que enfraquecer o mercado regulado incentivaria migração para plataformas ilegais e reduziria a supervisão de proteção aos apostadores.
- A empresa defende que o fortalecimento — não o desmantelamento — do marco regulatório brasileiro é o caminho para conciliar proteção ao jogador com efetivo monitoramento de atividades, e oferece sua experiência em tecnologia para contribuir com o diálogo institucional.
Entenda os termos
- iGaming
- Setor de jogos de azar e apostas operados pela internet, incluindo apostas em eventos desportivos e jogos de casino online.
- Marco regulatório
- Conjunto de regras e leis que definem como as empresas de apostas devem operar, quais são suas obrigações e como serão fiscalizadas.
- Mercado regulado
- Ambiente de apostas onde as operadoras atuam sob licença estatal, com transparência e supervisão das autoridades.
- Plataformas ilegais
- Sites e aplicativos de apostas que operam sem autorização das autoridades e fora da supervisão regulatória.
A apuração inicial deste fato é de SBC Notícias Brasil. A redação do BetNotícias produziu texto próprio, os dados estruturados e a análise de impacto acima. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



