Pix é favorito dos brasileiros para apostas e Copa 2026 deve atrair novos usuários
Pesquisa da Paysafe mostra que 66% dos apostadores brasileiros planejam apostar na Copa do Mundo de 2026, e quase metade prefere o Pix como método de pagamento.
Imagem ilustrativa gerada por IA
Um levantamento conduzido pela Paysafe, intitulado "All the Ways Players Pay: World Cup 2026", traça um panorama detalhado sobre os hábitos de apostas e preferências de pagamento de consumidores em diferentes países às vésperas da próxima Copa do Mundo. No Brasil, os dados chamam atenção: 66% dos entrevistados afirmaram ter intenção de realizar apostas durante o torneio, posicionando o país entre os mercados com maior engajamento na pesquisa. O estudo analisou comportamentos de consumo, métodos de pagamento preferidos e expectativas em relação ao evento, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá em 2026.
Entre os achados mais expressivos está a adoção do Pix como principal meio de pagamento pelos apostadores brasileiros. Segundo o relatório, quase metade dos entrevistados no país indicou o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central como opção preferencial para depósitos e movimentações em plataformas de apostas. A ampla penetração do Pix na economia digital brasileira — marcada pela disponibilidade 24 horas, velocidade das transações e ausência de custo para pessoas físicas — ajuda a explicar sua consolidação também no ecossistema de betting. Globalmente, os cartões de débito ainda lideram as preferências, mas carteiras digitais e transferências bancárias avançam, especialmente na América Latina.
A pesquisa também aponta que a Copa do Mundo tem potencial de funcionar como porta de entrada para novos apostadores: cerca de 19% dos consumidores que pretendem acompanhar o torneio disseram que farão sua primeira aposta online durante o evento. O dado é relevante no contexto brasileiro, onde o mercado regulado de apostas esportivas passou por uma reestruturação significativa. A Lei nº 14.790/2023 estabeleceu as bases da regulamentação, e a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda conduziu o processo de licenciamento que entrou em vigor em janeiro de 2025, conferindo maior segurança jurídica tanto para operadores quanto para consumidores. O torneio de 2026 será, portanto, o primeiro grande evento global do futebol disputado já sob esse ambiente regulado no Brasil.
O estudo ainda identificou que a eficiência dos sistemas de pagamento rivaliza com a reputação da marca na hora em que o apostador escolhe uma plataforma. Em alguns mercados pesquisados, a rapidez nos saques chegou a superar a confiança na operadora como critério decisivo. Além disso, a maioria dos entrevistados afirmou que consideraria migrar para uma plataforma concorrente após enfrentar problemas como atrasos em retiradas ou falhas em transações — dado que reforça a pressão sobre operadoras para investirem em infraestrutura financeira robusta.
Entre outros mercados da América Latina, o Peru registrou o maior índice de intenção de apostas do estudo, com 85% dos entrevistados. Nos Estados Unidos, onde as apostas esportivas são regulamentadas em vários estados, mais de 60% dos respondentes planejam participar do mercado durante a Copa. México e a província canadense de Ontário também apresentaram índices expressivos, reforçando o peso estratégico da região anfitriã para o setor global de iGaming.
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