Jovem suspeito de ganhar R$ 4 mil por mês para divulgar cassinos ilegais na Bahia
Homem de 20 anos é investigado pela Polícia Civil por promover plataformas de jogos de azar nas redes sociais em Vitória da Conquista; dois celulares foram apreendidos.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A Polícia Civil da Bahia abriu investigação contra um jovem de 20 anos suspeito de divulgar cassinos online ilegais em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. Na terça-feira (20), agentes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) da cidade cumpriram um mandado de busca e apreensão no endereço do investigado e recolheram dois aparelhos celulares, que serão submetidos a perícia técnica e extração de dados.
De acordo com as investigações, o suspeito utilizava redes sociais para promover plataformas de jogos de azar, incluindo o popular "tigrinho", desde o início de 2026. A remuneração era vinculada ao desempenho: o jovem recebia pagamentos por cada novo usuário cadastrado nas plataformas divulgadas. Em depoimento à polícia, acompanhado de advogado, o investigado confirmou a atividade. O delegado Shangai Alexandre Ramos Rocha, titular da DRFR de Vitória da Conquista, detalhou os valores envolvidos: "Ele informou que divulgava os jogos ilegais em troca de dinheiro por cadastro de usuários, sendo que recebia por usuário cadastrado e, de forma mensal, valores acima de R$ 4 mil".
O investigado não foi preso e responderá ao inquérito policial em liberdade. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos no esquema e rastrear os responsáveis pelas plataformas ilegais. A operação foi conduzida pela DRFR de Vitória da Conquista, unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia.
O caso insere-se em um contexto de acirramento das ações policiais contra a divulgação de jogos de azar ilegais no país. A prática de remunerar divulgadores — conhecidos no setor como afiliados — por cadastros de novos jogadores é amplamente utilizada pelo mercado de iGaming, mas se torna ilícita quando aplicada a plataformas que operam à margem da lei. Investigações semelhantes têm sido registradas em outros estados brasileiros, como no Ceará, onde influenciadores seguiram promovendo cassinos online mesmo após denúncias às autoridades.
Por que isso importa
- A operação reforça o combate a infraestruturas de cassinos online ilegais no Brasil, mostrando como operadores cooptam influenciadores digitais para atrair novos usuários em troca de comissões.
- O caso evidencia a persistência de plataformas ilegais mesmo após a proibição das apostas de quota fixa em setembro de 2026, com modelos de negócio baseados em afiliação e comissão por cadastro.
- A investigação busca rastrear responsáveis pelas plataformas através dos dados dos celulares, sinalizando esforço da polícia estadual em interromper cadeias de distribuição de jogos ilegais.
Entenda os termos
- Tigrinho
- Jogo de azar ilegal baseado em máquina caça-níqueis que simula uma máquina de brinquedos; é oferecido em cassinos online ilegais.
- Cassino online ilegal
- Plataforma de jogos de azar operada sem autorização legal ou licença, violando as proibições regulatórias em vigor no Brasil.
- Mandado de busca e apreensão
- Autorização judicial que permite à polícia entrar em local específico, inspecionar e tomar posse de bens ou documentos que possam servir como prova.
A apuração deste fato é de Focus Gaming News Brasil. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



