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Regulação

Fundadoras da AMIG defendem regulação das bets em vez de proibição

Artigo publicado na Folha de S.Paulo por lideranças da Associação de Mulheres da Indústria do Gaming argumenta que extinguir as apostas legais fortaleceria o mercado ilegal e abriria mão de R$ 16 bilhões em arrecadação.

Fundadoras da AMIG defendem regulação das bets em vez de proibição

Imagem ilustrativa gerada por IA

O debate sobre o fim das apostas esportivas online no Brasil ganhou novo fôlego com um artigo assinado pelas fundadoras da AMIG (Associação de Mulheres da Indústria do Gaming) — Ana Hoefel Pamplona, Ana Bárbara Teixeira, Bárbara Teles, Natália Nogues e Teresa Caeiro — e publicado pela Folha de S.Paulo. No texto, elas questionam a viabilidade e as consequências práticas de se eliminar as chamadas bets do mercado brasileiro, contrapondo o apelo emocional do debate público à análise de seus efeitos concretos.

As autoras reconhecem os riscos associados às apostas — como endividamento e impactos emocionais — mas defendem que eles não justificam uma proibição generalizada. O argumento central é que, antes da regulamentação, empresas sediadas em paraísos fiscais já operavam para o público brasileiro sem qualquer controle estatal, patrocinando clubes e movimentando recursos que permaneciam fora do país. Foi apenas a partir de janeiro de 2025 que o governo brasileiro passou a exigir autorização formal para operação no território nacional, com base no marco regulatório desenvolvido pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. Desde então, as operadoras licenciadas passaram a estar sujeitas a obrigações como reconhecimento facial, vedação a menores de idade, proibição do uso de cartão de crédito, mecanismos de autoexclusão e restrições a beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família e o Desenrola.

O artigo também chama atenção para a persistência do mercado ilegal mesmo após a regulamentação: segundo as autoras, o governo registrou mais de 25 mil endereços ilegais bloqueados em 2025, o que ilustra a dimensão do setor clandestino e sua resistência mesmo diante de uma alternativa legal disponível. Para as fundadoras da AMIG, encerrar a operação das bets autorizadas não resultaria em um país sem apostas, mas sim em apostas sem qualquer fiscalização — com plataformas ilegais, frequentemente associadas a operadores estrangeiros sem responsabilização, ocupando o espaço deixado.

Na dimensão fiscal, o texto aponta que a União arrecadou cerca de R$ 16 bilhões com o setor em 2025. Abrir mão dessa receita, argumentam as autoras, exigiria compensação obrigatória por meio de aumento de outros tributos ou corte equivalente de despesas, o que levanta questionamentos sob a perspectiva da responsabilidade fiscal. Como paralelo, o artigo cita o mercado de bebidas alcoólicas: um setor com impactos sociais reconhecidos, mas cujo enfrentamento se dá por meio de regulação e não de proibição. A conclusão das signatárias é que o fortalecimento dos mecanismos de controle já existentes — e seu aperfeiçoamento contínuo — representa um caminho mais eficaz do que a extinção do mercado regulado.

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Com informações de BNLData →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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