Copa do Mundo 2026 triplica novos depositantes na LATAM, mas frequência de apostas cai
Levantamento da Optimove Insights mostra que a América Latina liderou o crescimento de novos apostadores durante o Mundial, mas o engajamento individual recuou nas três regiões analisadas.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A Copa do Mundo 2026 foi o maior evento de aquisição de clientes já registrado para o mercado de apostas esportivas na América Latina, segundo relatório da Optimove Insights. O estudo, elaborado com base em dados agregados de marcas líderes nos Estados Unidos, Europa e LATAM, aponta que o número médio de apostadores ativos na região chegou a 153% da linha de base da temporada regular durante o torneio — o maior índice entre as três regiões. Para efeito de comparação, o mesmo indicador ficou em 121% nos EUA e 136% na Europa. A linha de base corresponde à média semanal de cada mercado entre 1º de abril e 24 de maio de 2026.
Novos depositantes disparam na América Latina
O dado mais expressivo do levantamento diz respeito aos jogadores que realizaram seu primeiro depósito durante o Mundial. Na LATAM, esse grupo atingiu 314% da linha de base — 161 pontos percentuais acima do crescimento registrado na base geral de apostadores da região. Nos Estados Unidos, o índice de novos depositantes chegou a 179%, e na Europa, a 194%. Durante as oitavas de final, fase que concentrou os maiores picos na América Latina, o número de apostadores ativos na região alcançou 173% da linha de base, enquanto os novos depositantes avançaram ainda mais. Na decisão do campeonato, esse grupo chegou a 351% na LATAM, contra 257% nos EUA e 254% na Europa.
Frequência e valor médio caem nas três regiões
O crescimento da base, no entanto, não se traduziu em maior atividade individual. O número médio de apostas por jogador recuou para 65% da linha de base na LATAM, 75% na Europa e 92% nos Estados Unidos. O valor médio apostado também diminuiu: na América Latina, caiu de US$ 52 para US$ 46; na Europa, de US$ 99 para US$ 84; e nos EUA, de US$ 266 para US$ 236. O padrão indica que o torneio atraiu um volume expressivo de participantes novos, mas que esses apostadores operaram com menor intensidade do que os jogadores habituais das plataformas.
O desafio pós-Mundial para os operadores
Para Pini Yakuel, fundador e CEO da Optimove, os números expõem um desafio estrutural para as casas de apostas. "A Copa do Mundo 2026 deu aos operadores de casas de apostas exatamente o que todo grande evento promete: um público maior e uma onda expressiva de novos depositantes", afirmou. "Mas os dados também mostram o desafio. Ter mais apostadores não significa automaticamente maior engajamento ou valor de longo prazo. Os operadores agora precisam identificar quais clientes têm potencial para se tornar jogadores consistentes e lucrativos, e quais estiveram presentes apenas por causa do evento." A Optimove aponta que a estratégia pós-torneio deve priorizar a qualificação dos novos clientes, observando indicadores como a realização de um segundo depósito, a recorrência de atividade e a continuidade das apostas sem dependência de incentivos promocionais. O estudo consolidou dados de aproximadamente 26 milhões de apostadores esportivos ativos por mês entre abril e julho de 2026.
Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



