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Clubes e federações assinam manifesto contra possível proibição de jogos de cassino online

Grandes times do futebol brasileiro alertam que veto a slots e jogos de cassino representaria o "fim do futebol brasileiro" e ameaçaria patrocínios essenciais para o esporte.

Clubes e federações assinam manifesto contra possível proibição de jogos de cassino online

Imagem ilustrativa gerada por IA

Palmeiras, Santos, São Paulo, Corinthians, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Sport e Cruzeiro, além das federações estaduais do Rio de Janeiro (FERJ) e de São Paulo (FPF), assinaram um manifesto conjunto em defesa do mercado regulamentado de apostas de quota fixa no Brasil. O documento foi divulgado na quinta-feira (17) em reação a declarações do governo federal sobre uma possível medida provisória que proibiria a exploração de determinados jogos de iGaming no país.

Segundo apuração do portal ge, o texto da medida provisória já estava finalizado no Palácio do Planalto e deveria ser publicado até a terça-feira (22). O ato manteria as apostas esportivas, mas revogaria artigos da Lei 14.790/2023 — conhecida como Lei das Apostas — que autorizam a exploração de cassinos online, incluindo jogos de slot como o Fortune Tiger, popularmente chamado de "Tigrinho". A justificativa do governo seria reduzir os impactos negativos sobre a renda das famílias brasileiras. Para o mercado de iGaming, porém, a medida seria devastadora: os slots e demais jogos de cassino representam a maior parte da receita das operadoras, e a proibição poderia inviabilizar a atividade para a maioria das plataformas.

No manifesto, as entidades esportivas reconhecem os efeitos sociais da expansão das apostas, mas defendem que o caminho correto é o aprimoramento da regulamentação, não o retrocesso. "É fundamental aprimorar as medidas de proteção, fiscalização, educação e prevenção, para reduzir riscos e garantir um mercado responsável. O Brasil escolheu enfrentar esse desafio pela regulamentação. A regulamentação estabeleceu regras rígidas para as empresas autorizadas a atuar no país, com regras claras que permitem ao Estado fiscalizar o mercado, responsabilizar quem descumpre a lei e combater a atuação de plataformas clandestinas", afirma um trecho do documento. As entidades também alertam que mudanças abruptas nas regras poderiam gerar problemas jurídicos decorrentes de contratos firmados sob a legislação anterior e reduzir a capacidade de investimento dos clubes. "O investimento das empresas de apostas autorizadas tornou-se uma das principais fontes de receita do esporte. Os recursos também alcançam equipes de menor expressão, divisões de acesso e competições com menor exposição comercial. Essas receitas são fundamentais para manter estruturas administrativas, centros de treinamento, profissionais, projetos sociais e departamentos que não geram recursos suficientes para se sustentar de maneira independente, como parte do futebol feminino e a formação de futuros talentos, os primeiros investimentos ameaçados quando a receita cai de forma abrupta", argumenta o texto.

O manifesto também rebate o argumento de que proibir os jogos reduziria o acesso da população a eles. Segundo as entidades, a medida teria efeito contrário: "Inviabilizar esse modelo não fará com que as apostas deixem de existir. Apenas abrirá o caminho para que os consumidores migrem integralmente para plataformas clandestinas, que não pagam impostos, não respeitam limites, não oferecem instrumentos de proteção e não colaboram com as autoridades." A nota conclui pedindo que o governo "combata a ilegalidade com o máximo rigor, fortaleça a fiscalização e aprimore os mecanismos de proteção, sem colocar em risco um mercado que foi regulamentado pelo próprio Estado." O episódio ocorre em um momento sensível para o setor: o mercado brasileiro de apostas passou por um amplo processo de regulamentação conduzido pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, com licenças outorgadas a operadoras que atenderam a exigências técnicas, financeiras e de conformidade — tornando ainda mais controversa, para o setor e para o esporte, qualquer reversão das regras estabelecidas.

Análise BetNotícias

O que está em jogo

  • Clubes e federações sinalizam risco concreto de redução drástica de receita se cassinos online forem proibidos, o que impactaria investimentos em estrutura, profissionais, futebol feminino e categorias de base. A proibição não eliminaria apostas — apenas as deslocaria para o mercado ilegal, sem fiscalização ou proteção.

Entenda os termos

Medida Provisória
Ato normativo editado pelo Presidente da República com força de lei, válido imediatamente, mas que precisa ser convertido em lei pelo Congresso Nacional para vigorar permanentemente.
Lei 14.790/2023 (Lei das Apostas)
Lei federal que regulamentou o mercado de apostas esportivas e jogos de cassino online no Brasil, estabelecendo regras, licenças e obrigações para operadores autorizados.
Igaming
Termo que designa jogos de azar online, incluindo apostas esportivas, cassinos virtuais e jogos de slots.
Plataformas clandestinas
Operadores de apostas que funcionam sem autorização do Estado, fora do regime regulado, não pagam impostos e não oferecem proteção aos apostadores.
Fonte original
Com informações de Focus Gaming News Brasil →

A apuração inicial deste fato é de Focus Gaming News Brasil. A redação do BetNotícias produziu texto próprio, os dados estruturados e a análise de impacto acima. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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