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Brasil 2026: localização e compliance definem o futuro do iGaming, dizem especialistas

Três executivos do setor analisam como adaptação cultural, jogo responsável e combate ao mercado ilegal serão determinantes para o crescimento sustentável do iGaming brasileiro.

Brasil 2026: localização e compliance definem o futuro do iGaming, dizem especialistas

Imagem ilustrativa gerada por IA

O mercado brasileiro de iGaming deixou para trás a fase de expectativa e entrou em um ciclo de consolidação, no qual a convergência entre regulamentação e inovação começa a definir quem permanecerá no jogo. A avaliação é compartilhada por Daniel Kevan, Ivo Doroteia e Maximiliano Ramos — três especialistas que, em entrevista à SiGMA News, detalham as estratégias que devem moldar o setor no horizonte de 2026. O diagnóstico comum: localização profunda e conformidade regulatória deixaram de ser diferenciais para se tornar pré-requisitos.

Localização vai muito além do idioma

Para Daniel Kevan, adaptar produtos ao Brasil exige análise de dados granular — comportamento de sessão, preferências temáticas e desempenho de conteúdo —, não apenas a tradução de interfaces. "Nossa abordagem de localização vai muito além da língua. Analisamos preferências dos jogadores, padrões de sessão e desempenho de conteúdo para identificar quais mecânicas e temas realmente conversam com o mercado. Isso moldou nosso roadmap de maneira decisiva, superando com folga qualquer estratégia padrão", afirmou. Ele acrescenta que atuar exclusivamente em mercados regulamentados influencia desde o design das integrações até a geração de relatórios de dados, e que o alinhamento com as exigências locais desde o início simplifica processos e consolida a confiança dos parceiros. Ivo Doroteia reforça a visão ao destacar que sua operação foi estruturada desde o início com o Brasil como prioridade, incorporando localização a todos os aspectos — dos métodos de pagamento ao suporte ao cliente. "Nossa experiência em mercados regulamentados nos permitiu antecipar exigências brasileiras, o que nos ajudou a avançar com mais rapidez e estabilidade", disse. Para Doroteia, o setor ainda precisa evoluir em onboarding, prevenção a fraudes e uso inteligente de dados para o jogo responsável, além de maior alinhamento entre fornecedores em protocolos de KYC e monitoramento de transações.

Regulamentação como vetor de confiança pública

Maximiliano Ramos direciona sua análise para o impacto da regulamentação sobre a percepção do público. Segundo ele, a formalização do setor foi decisiva para ampliar a confiança dos jogadores. "A regulamentação foi decisiva para alterar a percepção do público, que hoje se sente mais seguro ao saber que está participando de uma atividade legalizada. Esse avanço é crucial para nossa estratégia", declarou. Ramos aponta que plataformas sem licença prejudicam a reputação de todo o segmento e representam riscos diretos aos consumidores, defendendo ação coordenada entre todos os atores do ecossistema. O marco regulatório brasileiro, gerido pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, estabeleceu a partir de janeiro de 2025 as regras para operação legal de apostas de quota fixa no país, exigindo licenciamento, conformidade com normas de jogo responsável e rastreabilidade financeira — estrutura que, segundo os especialistas, serve de referência para outros mercados da América Latina.

Da aquisição à retenção: o próximo capítulo

Os três especialistas concordam que o mercado brasileiro está migrando da fase de aquisição acelerada de novos clientes para um estágio de maior maturidade, centrado na otimização do valor de longo prazo das bases existentes. Kevan aponta o cross-sell entre apostas esportivas e produtos de cassino online como uma das principais alavancas desse movimento, além de soluções flexíveis de engajamento. Doroteia projeta avanços em regras de marketing e patrocínios, inovações em pagamentos — com destaque para o Pix e a expansão das criptomoedas — e a chegada de novas marcas internacionais elevando o padrão de compliance e qualidade. Ramos, por sua vez, ressalta que o crescimento sustentável depende do equilíbrio entre expansão e proteção ao consumidor: "A percepção pública está evoluindo; mais pessoas reconhecem as apostas como entretenimento legítimo. Mas essa evolução depende da confiança no ecossistema licenciado", concluiu, reforçando que a fiscalização contra operadores ilegais será ainda mais determinante nos próximos meses.

Fonte original
Com informações de SIGMA World Brasil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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