Bets rendem R$ 1,16 bi ao governo em agosto; total de 2026 já supera R$ 9,9 bi
A Receita Federal divulgou os dados de arrecadação tributária com apostas de quota fixa e loterias referentes a agosto de 2026, com queda de 20,51% em relação a julho.
Imagem ilustrativa gerada por IA
O governo federal arrecadou R$ 1,16 bilhão (cerca de US$ 228 milhões) em tributos provenientes de apostas de quota fixa e loterias no mês de agosto de 2026. Os números foram apresentados na terça-feira (22) por Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, e por Marcelo Gomide, coordenador de Previsão e Análise do órgão. Com o resultado de agosto, o acumulado do ano já ultrapassa R$ 9,91 bilhões (US$ 1,9 bilhão).
O desempenho de agosto representa uma retração de 20,51% frente ao mês anterior: em julho, a arrecadação havia somado aproximadamente R$ 1,46 bilhão (US$ 283,5 milhões). Apesar da queda mensal, o volume acumulado em 2026 está próximo do total registrado em todo o ano de 2025, quando a Receita Federal computou R$ 9,95 bilhões (US$ 1,95 bilhão) em tributos do setor de jogos — e ainda restam meses para fechar o exercício corrente.
A arrecadação com o segmento é composta por um conjunto de tributos que as operadoras licenciadas de apostas de quota fixa são obrigadas a recolher. Além da alíquota incidente sobre o Gross Gaming Revenue (GGR) — a receita bruta gerada pelas apostas —, as empresas pagam PIS/PASEP, Cofins, Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A diferença entre os patamares de arrecadação de 2025 e 2026 é explicada, em parte, pela elevação da alíquota sobre o GGR, que passou de 12% para 13% neste ano.
A tendência é de crescimento progressivo dessa carga tributária nos próximos anos. Conforme o cronograma já estabelecido, a alíquota sobre o GGR subirá para 14% a partir de 2027 e atingirá 15% em 2028. O mercado regulado de apostas esportivas no Brasil passou a operar formalmente sob licença da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, em 2025, e o aumento escalonado dos tributos faz parte do modelo de regulação desenhado para o setor. Com uma base de operadoras licenciadas em expansão e alíquotas crescentes, as projeções indicam que a arrecadação anual deverá superar consistentemente os patamares registrados em 2025.
| Período | Arrecadação (R$ bilhões) | Arrecadação (US$ milhões) |
|---|---|---|
| Agosto 2026 | 1,16 | 228 |
| Julho 2026 | 1,46 | 283,5 |
| Acumulado 2026 (até ago) | 9,91 | 1.900 |
| Total 2025 | 9,95 | 1.950 |
O que isso diz sobre o mercado
- A arrecadação de agosto (R$ 1,16 bi) representa queda de 20,51% na comparação com julho, refletindo sazonalidade do mercado de apostas.
- Em 2026, o governo já coleta quase o mesmo que arrecadou em todo 2025 (R$ 9,91 bi vs. R$ 9,95 bi), impulsionado pelo aumento da alíquota sobre GGR de 12% para 13%.
- A trajetória de aumento tributário está programada: 14% em 2027 e 15% em 2028, projetando crescimento sustentado na receita federal vinda das bets.
Entenda os termos
- GGR (Gross Gaming Revenue)
- Receita bruta das apostas, ou seja, o valor total de apostas menos os prêmios pagos aos jogadores; sobre essa base incide o principal imposto do setor.
- PIS/PASEP
- Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público; contribuições sociais federais que as empresas de apostas devem recolher.
- Cofins
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social; imposto federal sobre o faturamento que as operadoras de apostas precisam pagar.
- IRPJ e CSLL
- Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido; tributos federais sobre o lucro das empresas de apostas.
A apuração inicial deste fato é de Focus Gaming News Brasil. A redação do BetNotícias produziu texto próprio, os dados estruturados e a análise de impacto acima. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



