AFFiGAMING nasce para estruturar e profissionalizar o mercado de afiliados no Brasil
Fundada em 2025 por Willian Miguel Lopes, a associação quer ser o "porto seguro" dos afiliados de iGaming, oferecendo suporte jurídico, contábil e estratégico num setor em rápida transformação.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A Associação dos Afiliados iGaming do Brasil, batizada de AFFiGAMING, foi constituída em 2025 com a proposta de representar e proteger os profissionais de afiliação que atuam no ecossistema de apostas esportivas e jogos online no país. À frente da iniciativa está Willian Miguel Lopes — apelidado por colegas de setor de "o prefeito do iGaming" —, que acumula experiência tanto no segmento financeiro tradicional, com passagens por Santander, Itaú e XP, quanto no próprio mercado de apostas, onde ingressou em 2022 a convite do amigo João Pedro Tanos. Em parceria, os dois desenvolveram a casa de apostas Metbet, que obteve licença em 2025, gerenciou mais de 2 mil afiliados e registrou acima de R$ 400 milhões em depósitos antes de ser vendida a um grupo europeu — cuja identidade permanece sob sigilo contratual.
O que faz a AFFiGAMING
A associação disponibiliza aos seus filiados suporte nas áreas jurídica, contábil e financeira, além de acesso a materiais estratégicos e de mídia social. Lopes posiciona a entidade como um elo entre afiliados e operadores: para os primeiros, ela oferece estrutura e desenvolvimento profissional; para os segundos, representa maior segurança na formalização de acordos e abre caminho para a qualificação da base de parceiros. "A AFFiGAMING opera no mercado para ser o lar dos afiliados. O porto seguro, onde eles encontram estrutura, suporte e desenvolvimento", afirmou o executivo. A iniciativa também inclui apoio psicológico especializado, com foco em sustentar a saúde mental dos profissionais e mitigar riscos relacionados à ludopatia, além de ações de educação financeira voltadas a afiliados que vivenciam saltos relevantes de renda.
Responsabilidade social e jogo responsável
Além da atuação de mercado, a AFFiGAMING mantém iniciativas sociais, entre elas ações em parceria com uma ONG em Belo Horizonte para revitalização de comunidades periféricas, apoio a grupos anônimos de auxílio a pessoas com dependências e incentivo a projetos culturais e esportivos. No campo do jogo responsável, a associação trabalha junto a casas parceiras e afiliados no cumprimento de práticas de prevenção, com atenção especial à proteção de menores de idade e ao respeito às regras de classificação indicativa previstas para o setor. "A missão da AFFiGAMING é muito clara: qualificar um setor tão vital na indústria", ressaltou Lopes.
Mercado aquecido, mas em transição
O presidente da associação avalia o cenário pós-regulamentação como "aquecido", especialmente em um ano marcado pela Copa do Mundo e pelas eleições, eventos que historicamente ampliam o interesse dos brasileiros pelo setor. Para ele, o mercado de afiliados atravessa uma fase de amadurecimento que se reflete, entre outros aspectos, na migração do modelo de divisão de receita para o custo por aquisição (CPA), modalidade em que o afiliado é remunerado por cada novo jogador efetivamente captado. Lopes também aponta dois desafios centrais: elevar o nível de compliance e profissionalização do segmento e educar o mercado sobre a distinção clara entre o ambiente legal e o ilegal. Como oportunidade, destaca a entrada de operadores internacionais no Brasil, que, segundo ele, pressiona as empresas locais a construírem estruturas mais transparentes e eficientes.
Parceria com a SBC e próximos passos
Em janeiro de 2025, às vésperas da terceira edição do SBC Summit Rio, a AFFiGAMING anunciou parceria com a SBC — organizadora de eventos de referência global para a indústria de iGaming. A iniciativa, sugerida pelo presidente honorário da associação, Alessandro Lisboa, visa ampliar a representatividade dos afiliados brasileiros e seu acesso às oportunidades geradas nesses encontros. No curto e médio prazo, a AFFiGAMING planeja oferecer consultoria de planejamento financeiro em conjunto com instituições bancárias, além de firmar parcerias com provedores de jogos, e não apenas com operadores. No horizonte de longo prazo, Lopes projeta a criação de centros físicos de convivência para afiliados, com foco em networking e desenvolvimento profissional contínuo — sendo São Paulo o destino previsto para o primeiro espaço. "Eu acho que o maior legado que a gente pode entregar para nossos afiliados é, de fato, transformar isso na profissão deles hoje", concluiu o executivo.
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